Ao Pé da Letra: OS GIGANTES

Voltando com o "Ao Pé da Letra", uma matéria feita pelo polêmico crítico Artur da Távola para o Jornal O Globo, em 09 de setembro de 1979. A matéria fala a respeito do estilo presente em novelas de determinados autores, mais precisamente, Lauro César Muniz.

OS GIGANTES: HAVERÁ UM ESTILO NOS AUTORES DE TELENOVELA?

Telenovela é gênero, muito novo. Pouco tempo de sedimentação. Mas aos poucos vão se formando autores específicos, sobreviventes de um massacre das elites culturais, que, por preconceito, rejeitam este caminho dramatúrgico, da mesmPalomaa forma que rejeitam outros caminhos literários "apenas" porque falam para grande público.

Misturado com o masoquismo, parece a certas elites culturais que bom é o que fala para poucos, eco, sem dúvida, de um tempo em que a cultura sendo domínio de minorias, estas a tornavam (tornam) hermética, arrevezada, difícil, para permanecerem únicas detentoras do privilégio de um "saber" que elas determinaram "superior".

Masoquismo, sim, porque para ser bom, para essas elites, precisa fracassar. Por isso sempre digo: a dimensão do julgamento dá a dimensão de quem julga...

Tais autores de telenovelas, porém, para o observador constante, interessado e atento, trazem traços próprios, estilos de criação, de tramas e de diálogos detectáveis ao longo daquilo que já pode ser considerado "a sua obra".

Obra inglória e sofrida porque sem reconhecimento cultural e porque voa como o vento, mas, por outro lado, obras de profundo alcance social, de alto sentido cultural e ainda por cima a mais bem remunerada atividade intelectual do país, o que não deixa de ser um titulo a favor, uma vitória a mais da criação artística.

Vendo os primeiros capítulos de "Os Gigantes", nos quais apenas considerei fracos os letreiros pretensiosos, incômodos, artificiais e cheios de lugar comum e nos quais muitos atores ainda tateiam, já dá para sentir como o estilo de um autor e os temas do seu universo, funcionam como uma obsessão em todas as suas obras.

A história tem dois ganchos de alta popularidade:

1) uma figura central de mulher, catalizadora, sedutora, bela, escorregadia, em suma carismática, a Paloma.

2) Um caso de eutanásia ao mesmo tempo indefinível como tal, pois tendo Paloma voltado e ligado o aparelho que desligara, manca será possível precisar se o rapaz "abotoou" por causa dela ou porque já estava, mesmo, no fim.

Com esses dois ganchos (populares e sempre geradores de audiência por mais usados que estejam) o autor garante uma parte do interesse, ao qual se somará o da trama interna dos personagens e o da ação externa, equilíbrio entre o dado social e o psicológico que tem sido exemplar na obras de Lauro, César Muniz.

Aqui aparece o que posso chamar de estilo, ou universo temático de Lauro César Muniz, comum a todas as suas obras televisivas, embora e renovado a cada uma. Vejamos:

1) Um casal vivendo o transe da separação. Assim foi em "Escalada", quando a personagem Cândida (Suzana Vieira) separa-se de Antônio Dias (Tarcísio Meira). Assim, foi em "O Casarão" quando a personagem Lina (Renata Sorrah) vive o transe da separação do marido "Estevam" interpretado por Armando Bogus. Agora nos "Gigantes", a obra começa explodindo a separação do personagem Tarcísio com a personagem de Joana Fomm.

2) Presença de mulheres fortes em fase de transição. Todo artista que solta a sua "anima" e que trabalha bem o seu princípio feminino, alcança alturas em artes que expressem emoções e sentimentos. Lauro César Muniz é um grande criador de tipos femininos, frase que também poderia ser assim: Lauro César Muniz é um criador de grandes tipos femininos. Raros conhecem tão bem as almas e os problemas concretos da mulher, tanto os que estão na linha do princípio feminino como os que se centram na mulher histórica, concreta, vitima das transições sociais sem poder melhor se dimensionar como ser, pois dependentes do machismo e do homem. Ocuparia muito espaço enumerar todas. Mas só em pensar na "Cândida" de "Escalada", na "Carolina" de "O Casarão", na "Violeta" dessa mesma telenovela, na "Cynthia Levy" (Sônia Braga) de "Espelho Mágico", e agora no time feminino de "Gigantes", a começar pela carismática Paloma, e a continuar pela sofrida "boa esposa" de Joanna Fomm, já dá para notar a força do autor na construção de personagens femininas. Outra que "pinta" é a mãe de Paloma (Míriam Pires).

3) Presença do Tempo como elemento de unidade dramática. É outra obsessão de Lauro César Muniz. Em "Escalada" a ação se fez em três tempos diferentes. Em "O Casarão" os três tempos diferentes dos mesmos personagens corriam paralelos. Foi belíssimo! Das melhores telenovelas brasileiras. Em Espelho Mágico havia uma novela dentro da outra (recordam-se?), logo, havia dois tempos um da realidade outro da ficção. Em "Paloma" lá estão as cenas com crianças, a eterna recordação, a memória do tempo, o tempo, o tempo, o tempo, esse mistério a que eu chamo "A mais dolorosa das ficções", obsessão Proustiana de Lauro César Muniz.

4) Os problemas econômico-sociais dentro dos quais se dão embates e vão se formando as reações emocionais das pessoas. Em "Escalada" cercado por uma censura tola por todos os lados, pois nem se podia dizer que Brasília fora construída por JK, era a história do Brasil a mola da trama, o acicate da ambição, a justificadora das reações de Antônio Dias. Em "O Casarão", todo o ciclo do café do apogeu à decadência, determinando a composição socioeconômica dentro da qual, com perfeita dosagem, ele colocava os conflitos humanos. Agora, em "Os Gigantes" lá está o conflito contemporâneo: o da multinacional papando o esforço local de uma indústria brasileira. Lá está o problema agrícola diante da industrialização. Lá está a política.

Se deixarem, o que é de se esperar em fase de abertura.

'In' Cartaz: PORTO DOS MILAGRES

Vídeos: Mortes de Impacto

Morte de Jerônimo Coragem & Índia Potira

Atores: Cláudio Cavalcanti e Lúcia Alves
Novela: Irmãos Coragem (1ª versão)
Autor: Janete Clair
Diretor: Daniel Filho
A Cena: Após se ver encurralada, sem chances de fuga, Potira resolve se entregar, sob a promessa do delegado de que nada lhe aconteceria. Mas assim que sai da casa, é friamente assassinada. Ao ver o corpo no chão, Jerônimo pega sua amada em seus braços, e inicia um confronto direto com seus inimigos, sendo atingido. A polêmica cena causou grande comoção na época, mas foi necessária para "agradar" a censura, já que os atos cometidos pelos personagens (incesto e adultério, já que Potira era casada) era considerados imorais.

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Morte de Odorico Paraguaçu

Ator: Paulo Gracindo
Novela: O Bem-Amado
Autor: Dias Gomes
Diretor: Daniel Filho
A Cena: Após muitas tentativas, sem sucesso, de arranjar um defunto para a inauguração da grande obra da sua capanha, um cemitério, e contratar o ex-assassino profissional, Zeca Diabo, para liquidar alguma "alma" de Sucupira, Odorico Paraguaçu acaba se tornando a cobaia de sua própria invenção, pois é assassinado por Zeca Diabo (Lima Duarte) no último capítulo, e por ironia do destino, acaba inaugurando a sua própria obra.

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Morte de Vladymir Polanski - Vlad

Ator: Ney Latorraca
Novela: Vamp
Autor: Antônio Calmon
Diretor: Jorge Fernando
A Cena: O vampiro Vlad deitado sobre o caixão, revela a Jonas que voltou para recuperar seu filho, sendo surpreendido com a notícia de que a criança é na verdade filho de Lipe (Fábio Assunção) com Natasha (Cláudio Ohana), e não tem uma gota de sue sangue. É quando o Capitão Jonas (Reginaldo Faria), finalmente enfia uma estaca no peito do vampiro, que volta a dormir, só que dessa vez, eternamente. Por fim, aparece Vlad caindo nas profundezas, e se transformando em todas as formas que ele assumiu durante a trama, até enfim, desintegrar.

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Morte de Raquel

Atriz: Glória Pires
Novela: Mulheres de Areia (2ª versão)
Autor: Ivani Ribeiro
Diretor: Wolf Maya
A Cena: Cena em que Raquel, após aprontar muitas tramóias durante toda a trama, é perseguida por César (Henri Pagnocelli), e acaba caindo de um penhasco com sua Caravan. Ao fim, toda a emoção de Laura Cardoso brilhando em cena, demonstrando toda dor de uma mãe pela perda de seu filho...

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Profissão Camaleão: CLÁUDIA OHANA

Desde o começo de sua carreira, Cláudia Ohana já mostrou que não queria ser mais uma. A atriz marcou sua estréia como a protagonista da novela "Amor com Amor Se Paga", formando o casal principal junto a Edson Celulari. Mesmo obtendo sucesso com a sua personagem, a atriz ficou cinco anos sem aparecer no vídeo, quando foi especialmente convidada para o primeiros capítulos da novela "Tieta". Ela seria a personagem título ainda na adolescência, na passagem mais tocante da história, quando ela é expulsa de casa pelo pai. Diante a repercussão dessa personagem, Cláudia Ohana foi convidada a integrar o elenco da novela seguinte, "Rainha da Sucata".

Mas a carreira de Cláudia Ohana só começou a deslanchar mesmo após a Natasha de "Vamp". A novela se tornou uma febre, e tornou Cláudia Ohana numa celebridade. Este pode ser considerado o divisor de águas da carreira de Cláudia, tanto que foi a partir desta novela que a atriz realmente começou a gostar de fazer tv. Foi em "Vamp" que Cláudia Ohana descobriu um outro talento - a voz -, interpretanto "Sympathy For The Devil", para tema de sua personagem.

Após esse sucesso todo ela interpretou uma mulher que vivia dormindo, na curiosa "Fera Ferida", mais uma incurssão de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares no realismo fantástico. Mas foi Isabela Ferreto quem veio coroar o talento de Cláudia Ohana. A grande vilã da megahistória criada por Sílvio de Abreu, foi o maio saco de pancadas da tv brasileira, apanhou de meio elenco, se ferrou de várias maneiras, mas nunca desistia de fazer as suas vontades. As duas cenas mais inesquecíveis de "A Próxima Vítima" são justamente, quando o noivo de Isabela dá um flagra na vilã beijando o tio Marcelo, no dia de seu próprio casamento, e o dia em que Marcelo encontra Isabela transando com Bruno sobre a mesa da cozinha. Resultado: na primeira cena, Diego, o noivo traído, atira Isabela escadaria abaixo, na frente de todos os convidados do casamento, já na segunda, Marcelo, enfurecido, corta com uma faca o rosto da moça, que ficou com uma cicatriz horrível.

Após, esse sucesso, a atriz fez mais alguns personagens de pouca repercussão, até chegar na analfabeta Aurora, que formava um hilário casal com o Manolo, de Tony Ramos em "As Filhas da Mãe". A novela pode não ter sido muito bem aceita (um crime!), mas a personagem caiu no gosto do público. Hoje ela interpreta a desligada professora Rachel, em "Malhação".

Profissão Camaleão: Cláudia Ohana

Mariana - Amor com Amor Se Paga (1984/GLOBO)

 

Tieta (1ª faes) - Tieta (1989/GLOBO)

 

Paula - Rainha da Sucata (1990/GLOBO)

 

Natasha - Vamp (1991/GLOBO)

 

Camila - Fera Ferida (1993/GLOBO)

 

Isabela Ferreto - A Próxima Vítima (1995/GLOBO)

 

Olímpia - Zazá (1997/GLOBO)

 

Dona Antônia Brides - A Muralha (2000/GLOBO)

 

Glorinha - Estrela-Guia (2001/GLOBO)

 

Aurora Gutierrez - As Filhas da Mãe (2001/GLOBO)

 

Débora Feberman - Canavial de Paixões (2003/SBT)

 

Raquel Valença - Malhação (2006/GLOBO)

 

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Fera Radical Internacional

Novela de: Wálter Negrão

Núcleo: Gonzaga Blota

Destaques: "(You Make Me Feel Like A) Natural Woman" de Carrie Hamilton Yutaka Tadokoro, tema de Cláudia (Malu Mader) e Fernando (José Mayer); "She's like The Wind" de Patrick Swayze & Wendy Fraser, tema de Ana Paula (Cláudia Abreu); "Lessons In Love" do Level 42, tema de Cláudia; "That's What Love Is All About" de Michael Bolton, tema de Marília (Carla Camuratti) e Heitor (Thales Pan Chacon); "Love Changes Everything" de Climie Fischer, tema de Rafael (George Otto); "Just a Little Love" de Rainier Hoeglmeier, tema de Betty (Alexandra Marzo) e Dudu (Luís Maçãs) e "Special Way" do Kool & The Gang, tema de Vicky (Cláudia Magno).

Direção Musical: Sérgio Motta.

Capa: uma capa pra lá de feia com o mocinho da história, Fernando (José Mayer)

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Que Rei Sou Eu? Internacional

Novela de: Cassiano Gabus Mendes

Núcleo: Jorge Fernando

Destaques: "Patience" do Guns N'Roses, tema de Aline (Giulia Gam) e Jean Piérre (Edson Celulari); "Eternal Flame" do Bangles, tema da Princesa Juliette (Cláudia Abreu); "Let The River Run" de Carly Simon, tema de Jean Piérre; "Someday We'll Be Together (El Camiño)" do Santa Fé, tema de Suzanne (Natália do Valle); "When I Fall In Love" de Lil Consant, tema de Avillan; "I'll Aways Love You" de Taylor Dane, tema de Cozette (Carla Daniel) e Bidet (John Herbert); "American Bars" do Leo Robinson, tema de Crespy (Carlos Augusto Strazzer) e "How Can I Go On" de Freddy Mercury & Montserrat Caballé, tema de Rainha Valentine (Teresa Rachel).

Direção Musical: Wálter D'Avilla Filho

Capa: a Aline de Giulia Gam, totalmente incorporada ao espírito da novela

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Mulheres de Areia Internacional

Novela de: Ivani Ribeiro

Núcleo: Wolf Maya

Destaques: "Bed Of Roses" de Bon Jovi, tema de Malu (Vivianne Pasmanter) e Alaôr (Humberto Martins); "Simple Life" de Elton John; "Forever In Love" de Kenny G.; "Easy" do Faith No More, tema de Ruth (Glória Pires) e Marcos(Guilherme Fontes); "Sweat (A La La La La Long)" do Inner Circle; "Groovin' In The Midnight" de Max Priest; "No Ordinary Love" da Sade, tema de Raquel (Glória Pires); "Close Encounters" do Closeau; "Looking At My Girl" do Double You e "Let It Be Me" do Ouriel, tema de Marcos.

Direção Musical: Mariozinho Rocha

Capa: o galã Marcos Assunção (Guilherme Fontes), alvo da disputa das irmãs Ruth e Raquel (Glória Pires).

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Cara & Coroa Internacional

Novela de: Antônio Calmon

Núcleo: Wolf Maya

Destaques: "La Solitudine" de Renato Russo, tema de Pedro (Thierry Figueira) e Vivi(Christiane Torloni); "I Could Fall In Love" de Selena, tema de Natália (Alessandra Negrini); "Beautiful" do Marillion, tema de Fernanda (Christiane Torloni); "Close To You" do Wighfield, tema de Natália e Guiga (Márcio Garcia); "I Wanna Take Forever Tonight" de Peter Cetera, tema de Cosme (Marcos Pasquim) e Leninha (Mônica Fraga); "Over My Shoulders" de Mike & The Mechanics, tema de Kika (Natália Lage); "I Have To Say I Love You In A Song " de Jim Croce, tema de Pedro e Júlia (Juliana Baroni) e "Can I Touch You... There?" de Michael Bolton, tema de Clara (Carol Machado).

Direção Musical: Mariozinho Rocha.

Capa: capa interessante, com Natália Lage, a Kika da novela. Mas na minha opinião, a da contra-capa é muito melhor.

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'In Cartaz': GLÓRIA PIRES - A Carreira da Estrela

Vídeos: ABERTURAS DE NOVELAS

Feijão Maravilha - 19h (1979)

Autor: Bráulio Pedroso

Direção: Paulo Ubiratan

Elenco: Lucélia Santos, Stepan Nercessian, Maria Cláudia, Grande Othelo, Olney Cazarré, José Lewgoy, Clarisse Piovesan, Ivo Cury, Marco Nanini, Marcelo Picchi, Elizângela, Cláudia Savietto, Adelaide Chiozzo, Cazarré, Felipe Carone, Mário Cardoso, Mário Mendonça, Brandão Filho...

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Carmem - 21h30 (1987/ Manchete)

Autora: Glória Perez

Direção: José Wilker

Elenco: Lucélia Santos, José Wilker, Paulo Betti, Paulo Gorgulho, Darlene Glória, Júlia Lemmertz, Beatriz Segall, Neuza Borges, Liana Duval, Bia Sion, José Dumont, Odilon Wagner, Selma Egrei, Guilherme Karan, Theresa Amayo, Rosita Tomaz Lopes, Luiz Carlos Arutim, Cidinha Milan, Elisa Fernandes, Mário Cardoso, Roberto Bonfim, Antônio Grassi, Chica Xavier, Eduardo Tornaghi, Mirian Pires...

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Kananga do Japão - 21h30 (1989/ Manchete)

Autor: Wilson Aguiar Filho

Direção: Tizuka Yamasaki e Carlos Guimarães

Elenco: Christiane Torloni, Raul Gazolla, Bia Seidl, Cristiana Oliveira, Elaine Cristina, Giuseppe Oristâneo, Tônia Carrero, Carlos Alberto, Júlia Lemmertz, Tarcísio Filho, Ana Beatriz Nogueira, Via Negromonte, Cláudio Marzo, Nelson Xavier, Carlos Eduardo Dolabella, Lúcia Alves, Zezé Motta, Solange Couto, Buza Ferraz, Ewerton de Castro, Sérgio Britto, Rosamaria Murtinho,  Tamara Taxman, Chico Diaz...

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Despedida de Solteiro - 18h (1992)

Autor: Wálter Negrão

Direção: Reynaldo Boury

Elenco: Felipe Camargo, Tássia Camargo, Paulo Gorgulho, Lúcia Veríssimo, Marcos Paulo, Eduardo Galvão, João Vitti, Lolita Rodrigues, Rita Guedes, Helena Ranaldi, Lucinha Lins, Mauro Mendonça, Jayme Periard, Cristina Mullins, Ana Rosa, Elias Gleizer, Sérgio Viotti, Maria Estela, Bárbara Fazzio, Yoná Magalhães, Othon Bastos, Cinira Camargo, Guga Coelho, Patrícia Perrone, Gabriela Alves...

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Ao Pé da Letra: PÃO PÃO, BEIJO BEIJO

Prestes a voltar ao ar, com a novela "Desejo Proibido" (ex-"Milagre do Amor"), trago Walter Negrão numa reportagem concedida para o Jornal do Brasil em 26 de junho de 1983. Por Alberto Beuttnemuller.

O COMPUTADOR VAI DECIDIR QUEM CASA COM QUEM EM PÃO PÃO, BEIJO BEIJO

Autor de Pão Pão, Beijo Beijo, novela das seis na Globo, Walter Luiz Negrão se diz um colecionador de raros sucessos: "A televisão ainda não me deu nem a casa própria; tenho apenas um pequeno terreno e uma chácara em Avaré, minha terra natal no interior paulista, e duas pontes de safena ganhas numa operação em maio de 1982. Fora isso, a TV não me deu nada", resume ele a sua carreira. Uma glória, porém, ele tem: a de ter sido o primeiro autor a usar um computador para escrever uma novela. Brincadeiras à parte, Walter Negrão tem um currículo de fazer inveja a qualquer um: Super Manoela, Cavalo de Aço e Cinderela 77 são apenas alguns de seus sucessos.

Companheiro de João Antônio e Ignácio de Loyola Brandão - hoje dois grandes romancistas - quando os três trabalhavam na Editora Abril, na revista Cláudia, Walter Negrão inovou ao escrever Pão Pão, Beijo Beijo com a ajuda de Apple, um computador. Alimentando-o de informações para depois compor os tipos ou usando-o como memória de textos que serão reaproveitados no futuro, Walter tomou mais leve a sua tarefa. Mas foi obrigado, também, a seguir os ditames da máquina, como aconteceu quando a Globo decidiu situar a novela no Rio e não em São Paulo e colocar a ação em cima de uma família portuguesa e não italiana, como havia sido previsto no início.

- O humor italiano é de dentro para fora, enquanto o do português é de fora para dentro. Além disso, a mulher italiana é mais dada ao matriarcado, enquanto a portuguesa é, em geral, submissa, mudando assim todo o esquema de uma família. Quando o computador foi fazer todas as combinações de tipos para a composição dos personagens, deu as figuras mais estranhas e inverídicas. Ou seja, o computador rejeitou a mudança. Foi um barato - conta.

Para conseguir um galã em Pão Pão, Beijo Beijo, Walter colocou todas as alternativas de um homem que agrade às mulheres - por exemplo, forte, moreno, olhos azuis, para compor um professor de Educação Física - além de dados psicológicos, inclusive negativos. Diante das combinações fornecidas pelo computador, o autor escolheu o tipo mais verossímel. Para o professor de Educação Física, ficou o ''moreno, olhos azuis, forte, cabelo no peito, mas inseguro". Dessas características, por exemplo, Walter Negrão partiu para criar um personagem, dando uma razão para aquela insegurança.

O uso do computador pela Globo é um fato quase consumado. Poucos sabem que em novembro de 1982, no Hotel Intercontinental Rio, houve um seminário interno para autores, produtores e diretores sobre o futuro da telenovela, no qual o assunto principal foi o uso do computador, encarado friamente por técnicos mas rejeitado por autores e produtores.

Quando a Globo mostrou seu plano de colocar terminais na casa dos autores, a coisa mudou de rumo. No entanto, o plano ainda não foi posto em prática.

Negrão, o único autor que se interessou pelo uso do computador, diz que uma novela tem, ao seu final, cerca de 3 a 4 mil páginas. Por exemplo, seis capítulos chegam a ter cerca de 150 laudas. Assim, se uma frase é dita no capítulo 30 e o autor tiver que reutilizá-la no capitulo 50, só com uma prodigiosa, memória o conseguiria. Ou, então teria que voltar atrás e reler todos os capítulos para encontrar a frase dita. Com o computador, nada disso necessário. Negrão utilizou muito o Apple no início de Pão Pão, Beijo Beijo, mas agora suspendeu a sua ajuda porque "o tempo é muito curto". Deverá voltar a utilizá-lo mais adiante, quando tiver que escolher os rumos finais da novela.

Walter Negrão começou na TV como figurante na Tupi. Participou, posteriormente, da inauguração da extinta Excelsior e da atual Bandeirantes. Foi Silas Rosberg quem o ensinou a escrever - "ele chegou perto de mim e disse: é melhor você aprender a escrever, porque como ator você não vale nada". A partir daí, ele escreveu peças para o Teleteatro Tupi como Quadro Sem Moldura, em 1958, sobre as enchentes em Caraguatatuba, litoral paulista. A peça tinha Francisco Cuoco e Flora Geni no elenco. Walter foi jornalista da antiga última Hora, de Samuel Wainer, onde foi crítico de TV de 1963 a 1965, seguindo depois para a Editora Abril, onde trabalhou em Cláudia.

Em matéria de telenovelas, seus maiores sucessos na Tupi foram Meu Rico Português (Tupi), em que o saudoso Sérgio Cardoso interpretava o Antônio Maria, e Nino o Italianinho (Tupi), com Juca de Oliveira, Mais tarde, em 1972, Sérgio Cardoso morreria na frente das câmaras de TV em outra novela de Walter Negrão - O Primeiro Amor, na qual apareceram dois tipos inesquecíveis - Shazam (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio).

- Depois estive na Editora 3 e na Abril, novamente. Você sabe que o Nestor, personagem das histórias de Zé Carioca, é criação minha? Pois é - diz rindo. Walter Negrão conta que Zé Carioca é personagem difícil para a criação de histórias, por isso ninguém queria saber dele na Abril.

Na Globo, os sucessos mais recentes de Walter são Cavalo de Aço, Super Manoela, Xeque-Mate, Ovelha Negra e Cinderela 77.

- Sou na Globo aquilo que chamam de play doctor, ou seja, substituo os autores que não conseguem levar avante seus trabalhos, por estafa ou por Ibope. Além disso, fiz muitos especiais para Carga Pesada, Malu Mulher, Obrigado Doutor e Caso Verdade. Não passo, assim, de um meia-sola, mas também tenho meus textos importantes. Pão, Pão, Beijo, Beijo é um deles.

Sessão Nostalgia: A SUCESSORA

Exibida de 09 de outubro de 1978 a 02 de março de 1979, pela Rede Globo, no horário das 18 horas. Com 126 capítulos.

Novela de Manoel Carlos. Baseada no romance homônimo de Carolina Nabuco.

Direção de Herval Rossano, Gracindo Jr. e Sérgio Mattar. Com direção geral de Herval Rossano.

Uma das melhores produções de época para o horário das 18 horas, com perfeita reproduçJulianaão do Rio de Janeiro da década de 20.

Trouxe para o horário o clima psicológico, conseguiu argumento para indecifráveis enigmas e deu base para a criação do suspense ao estilo de Hitchcock.

Na verdade, "A Sucessora" muito tem a ver com o filme de Hitchcock, A Mulher Inesquecível, de 1940, baseado no livro de Daphné du Maurier, que teria plagiado Carolina Nabuco, a autora de A Sucessora.

E quanto a incursão Jane Eyre de Charlote Bronté - quem teria plagiado? Carolina, Daphné ou Manoel Carlos?
 
Suspeitas a parte, vale salientar que o texto foi impecável, e que Suzana Vieira, Rúbens de Falco e Natália Thimberg, salvaram qualquer deslize, mesmo que imperceptível.

 

Suzana Vieira ainda relembra a sua Marina Steen como um de seus melhores trabalhos na televisão.

DestaVasco e Germanaque também para a personagem de Arlete Salles, Germana, uma mulher à frente de seu tempo, de personalidade forte, que sustentava e dominava o marido mais jovem que ela, Vasco (Kadu Moliterno).
 
Ana Maria Magalhães, responsável pela pesquisa histórica, teve o apoio da romancista Carolina Nabuco, na época com 88 anos de idade, que lhe narrava fatos importantes da década de 1920, como a construção dos hotéis Glória e Copacabana Palace, em 1922.

As externas foram gravadas na fazenda indiana, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e na Universidade Federal Rural, em Seropédica (RJ).

A novela foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo, entre 17 de novembro de 1980 e 05 de abril de 1981.

Sinopse
 
Roberto e MarinaOs recém-casados Roberto (Rúbens de Falco) e Marina Steen (Suzana Vieira) enfrentam dificuldades em sua relação por conta da memória da ex-mulher de Roberto, Alice Steen (Alessandra Vieira).

Cultuada num retrato, mesmo depois de morta, Alice exerce um fascínio todo especial em todos com quem conviveu, principalmente na governanta Juliana (Natália Thimberg), absolutamente fiel à antiga patroa e apaixonada pelo patrão.
 
Vendo em Marina uma intrusa que está ocupando um lugar que não lhe pertence, Juliana mantém na mansão um clima de mistério e cria intrigas para separar o casal, chegando a levantar uma suspeita quanto a um relacionamento de Marina com Lopes (Jorge Cherques), ex-capataz da fazenda onde a moça vivia.

Mas outras pessoas também torcem pela desunião do casal, como Adélia (Lisa Vieira), antiga rival de Marina, e Miguel (Paulo Figueiredo), que perdeu o amor da prima.

Adélia e Pedro Marina Miguel

Ainda, Marina, jovem criada com toda a simplicidade do campo é obrigada a defrontar-se com um mundo repleto de etiquetas e francesismos, como mandava a sociedade do Rio de Janeiro, capital do país na década de 20.

Elenco

Suzana Vieira/ Rúbens de Falco/ Natália Thimberg/ Paulo Figueiredo/ Arlete Salles/ Kadu Moliterno/ Mário Cardoso/ Lisa Vieira/ Tetê Pritzl/ Célia Biar/ Ary Coslov/ Míriam Pires/ Beatriz Veiga/ Sônia de Paula/ Paulo Pinheiro/ Munira Haddad/ Jorge Cherques/ Heloísa Helena/ Patrícia Bueno/ Carmem Monegal/ Rosa Penna/ Francisco Dantas/ Ankito/ Sidney Marques/ Jota Barroso/ Cahuê Filho/ Marcos Toledo/ Pietro Mário/ Apolo Corrêa/ Reinaldo Daniel/ Patrícia Parker/ D'Artagnan Mello/ Luís Vasconcellos/ Alessandra Vieira/ Telma Lima/ Joana Rocha/ Alcebíades Bandeira/ Celi Peterson

Abertura

 

 

 

 

Trilhas Sonoras: VAMP

Já no fim de 1991, entra no ar uma novela diferente. Com uma temática totalmente fora do comum, "Vamp", a segunda incurssão de Antônio Calmon pelo gênero telenovela, se torna um tremendo sucesso. Na verdade uma mania nacional, que contagia a todas as pessoas.

Munido de muitos ingredientes para conquistar o público, Calmon lança mão de diversas novidades para chamar a atenção para esta novela, e emplacar esse grande sucesso. A direção divertida e contagiante de Jorge Fernando contribui ainda mais para o sucesso da trama. A novela contava a história de uma cantora de rock falida, que vende sua alma ao vampiro Vladimir Polanski, e se torna uma grande estrela. A ação começa quando a cantora decide gravar o seu clipe em Armação dos Anjos, a cidade litorânea onde se desenvolve a outra parte da trama, que conta com jovens aventureiros, surfistas, e muitas histórias de amor. Este é apenas um "prefácio" desta grande e divertida tragicomédia, que fascinou muita gente e criou uma legião de admiradores.

As trilhas sonoras também se tornaram inesquecíveis, devido a grande identificação dos personagens com suas canções. Cláudia Ohana faz as apresentações e traz a sua Natasha, a protagonista da história, na capa do disco nacional. A trilha não fica por menos, abrindo com Leila Pinheiro e seu "Coração Vagabundo", tema da valente historiadora Carmem Maura, mais um grande papel de Joana Fomm. Guilherme Arantes canta e encanta com o tema do par romântico de Carmem Maura, o Capitão Jonas (Reginaldo Faria). A canção é "Sob o Efeito de Um Olhar", e é uma das mais bonitas do disco. Os Paralamas do Sucesso já marcavam presença desde então, trazendo "Tendo a Lua", tema do bandido Jurandir, também conhecido como o Padre Garotão, já que é assim que passa a ser chamado pela garotada quando finge ser um padre. Fábio Jr. também pega carona na trilha e aparece com "Lua", tema de outro Fábio, o Assunção, que aqui interpreta o seu segundo papel, já na pele do mocinho da história, o disputado Lipe.

Muito antes de "Sympathy For The Devil" virar a marca registrada da "cachorra" Laura de "Celebridade", esse hit já era entoado aqui por Cláudia Ohana, e servia como uma luva para o tema da Natasha, a estrela do rock, interpretada pela atriz-cantora. Elba Ramalho faz um belíssimo dueto com Cláudio Zoli na gravação de "Felicidade Urgente". Já João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, referência dos anos 80, interpretam "Suga Suga", como tema de Matosão (Flávio Silvino) e Matosinho (André Gonçalves), cria do hilário casal de vampiros Mary Matoso (Patrícia Travassos) e Matoso (Otávio Augusto). O destaque final, como não poderia deixar de ser, fica para "Noite Preta", intepretada por Vange Leonel, que dava todo o clima de mistério na abertura da novela. Aliás mistério foi descobrir a identidade de quem cantava este tema de abertura, pois ninguém sabia se era homem ou mulher. Logo descobriu-se que Vange Leonel era uma mulher, mas esta curiosidade rende histórias até hoje.

Eu gosto mais da nacional, mas para alguns a internacional é infinitamente superior à outra. Com Luciana Vendraminni, a Jade na capa, este disco abre com mais uma faixa dedicada à Natasha, "I Remember You" do Skid Row. A trilha segue com a excêntrica Cher, com o tema de Lipe (Fábio Assunção), "Love Hurts". Lenny Kravitz, em início de carreira, já mostrava todo o seu romantismo ao itnerpretar "It Ain't Over "Til It's Over", tema do casal formado por João (Pedro Vasconcellos) e Esmeralda (Juliana Martins). Outro que demonstrava toda a porção romântica era Marc Clayton, com "Again", tema de Ivan (Paulo José) e Sílvia (Zezé Polessa).

Devido ao sucesso, Mary Matoso, em brilhante composição de Patrícia Travassos, também ganha a sua música na trilha. É a canção "The Lady Is a Vamp", do Black and White, com participação de J. J. Jackson. A canção parece ter sido feita sob medida para a escandalosa vampira. O Padre Cachorrão, que aprontou muitas durante toda a novela, também teve o seu tema: "One Inch Of Heaven" do The Silencers. Já o tema do Capitão Jonas era a marcante intepretação de Louis Armstrong em "What a Wonderful World".

Temos ainda a brasileiríssima Deborah Blando, cantando inglês como nunca em "Boy (Why You Wanna Make Me Blue)", tema da capa do disco, a Jade (Luciana Vendraminni). Vale destacar ainda o tema do romance entre o vampiro Gerald (Guilherme) e Scarleth (Bel Kutner), a canção "Wicked Games" do Chris Isaak; "Let The Beat Hit'em", de Lisa Lisa & The Cult Jam, e ainda "Will Of The Wind", de Kenny Loggins.

Foi lançada ainda uma trilha complementar com as músicas da Rádio Corsário, que agitava Armação dos Anjos.

Vamp Nacional

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Capa: Natasha (Cláudia Ohana)

 

01. Coração Vagabundo - Leila Pinheiro (tema de Carmen Maura)
02. Felicidade Urgente - Elba Ramalho part. especial Cláudio Zoli (tema de locação - Armação dos Anjos)
03. Grunir - Orlando Morais (tema dos adolescentes)
04. Sob o Efeito de Um Olhar - Guilherme Arantes (tema do Capitão Jonas)
05. Suga Suga - João Penca e Seus Miquinhos Amestrados (tema de Matosão e Matosinho)
06. Vlad - André Sperling (tema de Vlad)
07. Noite Preta - Vange Leonel (tema de abertura)
08. Sympathy For The Devil - Cláudia Ohana (tema de Natasha)
09. Tendo A Lua - Os Paralamas do Sucesso (tema de Jurandir)
10. Lua - Fábio Jr. (tema de Lipe)
11. Chacal Blues - Evandro Mesquita (tema de Simão)
12. Segredos - Hay Kay (tema de Ivan)
13. Patinho Feio - Angel (tema de Jade)
14. Amor Vamp - André Sperling (tema de amor adolescente)

Vamp Internacional

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Capa: Jade (Luciana Vendraminni)

 

01. I Remember You - Skid Row (tema de Natasha)
02. Love Hurts - Cher (tema de Lipe)
03. Let The Beat Hit'em - Lisa Lisa & The Cult Jam
04. One Inch Of Heaven - The Silencers (tema de Jurandir)
05. The Lady Is a Vamp - Black And White feat. J. J. Jackson (tema de Mary Matoso)
06. Again - Marc Clayton (tema de Ivan e Sílvia)
07. What a Wonderful World - Louis Armstrong (tema do Capitão Jonas)
08. Boy (Why You Wanna Make Me Blue) - Deborah Blando (tema de Jade)
09. Wicked Games - Chris Isaak (tema de Scarleth e Gerald)
10. Another Night - Toni Garcia
11. Will Of The Wind - Kenny Loggins
12. It Ain’t Over ‘til It’s Over - Lenny Kravitz (tema de João e Esmeralda)
13. If You Hurt Me Now - Daniel Estephan
14. Tenderness - Robert Thames

Rádio Corsário - Vamp

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Capa: João (Pedro Vasconcellos), Sacrleth (Bel Kutner), Dorothy (Carol Machado), Isa (Fernanda Rodrigues), León (Rodrigo Penna), Nando (Henrique Farias), Tico (José Paulo Jr.), Lena (Daniela Camargo) e Sig (João Rebello)

01. Fun, Fun, Fun - The Beach Boys
02. Não Vou Ficar - Kid Abelha e os Abóboras Selvagens
03. The Diary - Neil Sedaka
04. Encoleirado - Supla e Roger
05. Surfer Girl - The Beach Boys
06. O Inferno É Fogo - Lobão part. especial Nelson Gonçalves
07. Doidão - Magrellos
08. Quero Que Vá Tudo pro Inferno - Cláudia Ohana
09. Breaking Up Is Hard To Do - Neil Sedaka
10. Sacana - Brigitte (tema de Matoso)
11. Diana - Paul Anka
12. JÁ NÃo Sei - Vera Negri
13. The Banana Boat Song-Day-O - Harry Belafonte
14. Daqui prá Frente - TNT
15. DelÍrio - André Sperling

Vídeos: Grandes Barracos da Tv

Grandes Barracos da Tv

Maria Eduarda X Laura

Atrizes: Gabriela Duarte e Vivianne Pasmanter
Novela: Por Amor
Autor: Manoel Carlos
Núcleo: Ricardo Waddington
A Cena: Maria Eduarda decide tirar satisfações com Laura após o acidente de carro, em que a vilã acompanhava Marcelo (Fábio Assunção). As duas têm uma longa discussão, que chega ao ápice quando Maria Eduarda começa a bater em Laura com o jornal. A sequência chega ao fim com Maria Eduarda jogando Laura, na cadeira de rodas, dentro da piscina.

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Solange X Maria de Fátima

Atrizes: Lídia Brondi e Glória Pires
Novela: Vale Tudo
Autor: Gilberto Braga
Núcleo: Denis Carvalho
A Cena: Depois de roubar-lhe o noivo Afonso (Cássio Gabus Mendes), a alpinista social Maria de Fátima é esbofeteada pela elegante Solange, que faz barraco mas não perde a pose.

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Íris X Camila

Atrizes: Déborah Secco e Carolina Dieckmann
Novela: Laços de Família
Autor: Manoel Carlos
Núcleo: Ricardo Waddington
A Cena: Camila espera Íris chegar em casa para tirar satisfações por tê-la importunado na casa de Alma (Marieta Severo). Um show de provocações e ofensas mútuas, que parte para algo mais sério quando Íris diz umas verdades à Camila, e grita que ela quer roubar o namorado da mãe. Camila 'voa' em Íris. É neste momento que Helena (Vera Fischer) entra em cena e tenta apartar a briga. Por fim, Camila se revolta porque a mãe está do lado de Íris, que comemora sua vitória. Na sequência seguinte é a vez de Camila dizer uma outra verdade à mãe...

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Laura Prudente da Costa X Maria Clara Diniz

Atrizes: Cláudia Abreu e Malu Mader
Novela: Celebridade
Autor: Gilberto Braga
Núcleo: Denis Carvalho
A Cena: Esta é a hora da revanche para Maria Clara Diniz. Após ver sua vida afundar pelas tramóias de Laura, a produtora decide dar o troco. Ela se tranca com a vilã no banheiro, durante a entrega de uma premiação, e as duas têm uma conversa cheia de ironias. É quando Maria Clara, de surpresa, dá uma bofetada em Laura. A vilã, que não esperava esta atitude, parte para cima, mas nem consegue, pois lá vem Maria Clara com outro tabefe. Por fim, Laura fica ao chão, espancada.

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Profissão Camaleão: CRISTIANA OLIVEIRA

Cristiana Oliveira foi uma atriz que sempre contou com a sorte. E foi justamente 'ela' que lhe trouxe o status que Cristiana tem hoje. Sua carreira como atriz começou num teste para o programa Shock da Manchete, quando Jayme Monjardim, o então diretor geral do canal, resolveu lhe convidar para um outro teste, o da protagonista Dora, na novela "Kananga do Japão". Cristiana passou no teste, mas ficou com outro papel, o da judia Hannah, antes destinado a Bia Seidl. Logo em seu primeiro trabalho, Cristiana recebe o prêmio de Revelação do Ano.

Diante do sucesso de sua personagem anterior, a atriz é escalada para o elenco da novela "Pantanal". É quando Glória Pires recusa o papel da protagonista Juma Marruá, escrito especialmente para ela. Vendo a sorte passar mais uma vez diante dos seus olhos, Cristiana se oferece para o papel, considerado o 'papel de sua vida'. "Pantanal" foi um grande sucesso, e levou a carreira de Cristiana Oliveira ás alturas. Após mais alguns papéis da Manchete, sua transferência para a Globo é inevitável, e a estréia ocorre com a insossa Paloma, a protagonista de "De Corpo e Alma". Porém, sua carreira só começa a se solidificar realmente, na novela seguinte, "Quatro por Quatro", na qual ela interpretou Tatiana, uma das quatro mulheres que se vingavam de seus maridos.

A atriz contabiliza alguns papéis bem distintos, que vão desde a cowgirl Selena em "Corpo Dourado" à Rita, a mãe de família em "Malhação", passando ainda por Alicinha, a grande vilã de "O Clone", papel escolhido pela própria Cristiana, a primeira a ser escalada para o elenco, e pôde optar por três papéis. Para muitos, esta foi sua última grande atuação em tv.

Profissão Camaleão: Cristiana Oliveira

Hannah - Kananga do Japão (1989/MANCHETE)

 

Juma Marruá - Pantanal (1990/MANCHETE)

 

Milla/ Camille - Amazônia (1991/MANCHETE)

 

 

Paloma Bianchi - De Corpo e Alma (1992/GLOBO)

 

Marialva - Memorial de Maria Moura (1994/GLOBO)

 

Tatiana - Quatro por Quatro (1994/GLOBO)

  

Adriana - Salsa e Merengue (1996/GLOBO)

 

Selena - Corpo Dourado (1998/GLOBO)

 

Pilar - Vila Madalena (1999/GLOBO)

 

Eulália - Porto dos Milagres (2001/GLOBO)

 

Alicinha - O Clone (2001/GLOBO)

 

Helena - Kubanacan (2003/GLOBO)

  

Rita Garcia - Malhação (2005/GLOBO)

 

Eu Tenho, Você... Não Tem!: ADRIANA CALCANHOTTO

Adriana Calcanhotto estreou em trilhas de novela sem muito destaque, com "Naquela Estação", tema da personagem de Renata Sorrah, em "Rainha da Sucata". Mas sua segunda canção, já a consagraria para sempre. É impossível não associar o nome da cantora com "Mentiras", que chegava aos ouvidos do Brasil inteiro, sendo tema da protagonista de "Renascer", Mariana, a polêmica personagem de Adriana Esteves. Já consagrada, Adriana queria provar que não era artista de uma música só, e no ano seguinte, veio com "Metade" em "Quatro por Quatro". Resultado: outro sucesso estrondoso, já que a canção era tema da revelação do ano, Letícia Spiller, que dava vida à Babalú. Apesar de todo o sucesso, a música só é lembrada pela frase incial: "Eu Perco o Chão..."

Depois de duas grandes canções, Adriana ficou meio apagada durante um tempo, com canções em "Torre de Babel", "Suave Veneno" e "Chiquinha Gonzaga". O sucesso retornou no ano 2000, com "Devolva-me" na trilha de "Laços de Família". Daí em diante, não teve para ninguém. Adriana só contabilizou sucessos: "Maresia" na perfeita trilha de "Desejos de Mulher", "Pelos Ares" em "O Beijo do Vampiro", e o tema de Leó (Déborah Falabella), "Justo Agora", em "Agora É Que São Elas".

A pouco, Adriana Calcanhotto, retornou às trilhas com "Outra Vez", na trilha de "Páginas da Vida", e acompanhada por Erasmo Carlos, em "Do Fundo do Meu Coração", no remake de "O Profeta".

Veja a discografia de Adriana Calcanhotto em trilhas sonoras:

Naquela Estação

Tema da Personagem: Mariana (Renata Sorrah)
Novela: Rainha da Sucata
Autor: Sílvio de Abreu
Ano: 1990
Compositor: João Donato, Caetano Veloso e Ronaldo Bastos
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Mentiras

Tema da Personagem: Mariana (Adriana Esteves)
Novela: Renascer
Autor: Benedito Ruy Barbosa
Ano: 1993
Compositor: Adriana Calcanhotto
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Metade

Tema da Personagem: Babalú (Letícia Spiller)
Novela: Quatro por Quatro
Autor: Carlos Lombardi
Ano: 1994
Compositor: Adriana Calcanhotto
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E... O Mundo Não Se Acabou

Novela: O Fim do Mundo
Autor: Dias Gomes
Ano: 1996
Compositor: Assis Valente
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Vambora

Tema da Personagem: Leila (Sílvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni)
Novela: Torre de Babel
Autor: Sílvio de Abreu
Ano: 1998
Compositor: Adriana Calcanhotto
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À Brasileira

Minissérie: Chiquinha Gonzaga
Autor: Lauro César Muniz
Ano: 1999
Compositor: Chiquinha Gonzaga e José Sena
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Mais Feliz

Tema da Personagem: Maria Regina (Letícia Spiller)
Novela: Suave Veneno
Autor: Aguinaldo Silva
Ano: 1999
Compositor: Dé Palmeira, Bebel Gilberto e Cazuza
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Devolva-me

Tema da Personagem: Clara (Regiane Alves)
Novela: Laços de Família
Autor: Manoel Carlos
Ano: 2000
Compositor: Renato Barros e Lílian Knapp
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Maresia

Tema da Personagem: Diogo (Herson Capri)
Novela: Desejos de Mulher
Autor: Euclydes Marinho
Ano: 2002
Compositor: Antonio Cícero e Paulo Machado
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Pelos Ares

Tema da Personagem: Lara (Déborah Secco)
Novela: O Beijo do Vampiro
Autor: Antônio Calmon
Ano: 2002
Compositor: Adriana Calcanhotto e Antonio Cícero
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Justo Agora

Tema da Personagem: Léo (Débora Falabella)
Novela: Agora É Que São Elas
Autor: Ricardo Linhares
Ano: 2003
Compositor: Adriana Calcanhotto
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Outra Vez

Tema da Personagem: Anna Maria (Déborah Evelyn) e Miroel (Ângelo Antônio)
Novela: Páginas da Vida
Autor: Manoel Carlos
Ano: 2006
Compositor: Tom Jobim
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Do Fundo do Meu Coração (c/ Erasmo Carlos)

Tema da Personagem: Ester (Vera Zimermann)
Novela: O Profeta
Autor: Duca Rachid e Thelma Guedes - baseadas no original de Ivani Ribeiro
Ano: 2006
Compositor: Roberto Carlos e Erasmo Carlos
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Ao Pé da Letra: ESTE ANJO, ALÉM DE MAU, NÃO TEM NADA DE ORIGINAL

Voltando com o "Ao Pé da Letra", uma matéria sobre a versão original da novela "Anjo Mau". Escrita pelo polêmico jornalista Artur da Távola para a revista Amiga Tv, o texto se apresenta como uma crítica ferrenha à novela de Cassiano Gabus Mendes, destoando do discurso de "excelência" que a novela provocava em todos na época. Publicada em 21 de abril de 1976.

ESTE ANJO ALÉM DE MAU NADA TEM DE ORIGINAL

por Artur da Távola

Passados os dois primeiros meses de acomodação, já dá para emitir alguns conceitos sobre Anjo Mau, a novela das sete da noite da Globo. Em termos de audiência vem sendo um sucesso. No Rio é o segundo horário em volume de audiência e em São Paulo várias vezes consegue o primeiro lugar. Anjo Mau, porém, em termos artísticos e de criatividade, vem sendo uma decepção. Seu autor, Cassiano Gabus Mendes, pioneiro da televisão no Brasil, um dos responsáveis por seu crescimento e progresso, ex-diretor artístico da TV Tupi no melhor período da emissora, mostra em Anjo Mau apenas um domínio artesanal do meio. Nada mais. Esbanjando técnica de escrever para televisão de maneira a interessar superficialmente o grande público, Cassiano deixa de lado o que julguei seria sua grande contribuição atual: uma novela criativa e de temática algo diferente do habitual. Tal não ocorreu.

Se a gente julga a limpidez e a clareza dos diálogos, o ritmo, o uso adequado de fórmulas ultraprovadas como eficazes para o grande público, vai sentir o dedo de um homem que conhece televisão e o comportamento do mercado telespectador. Mas é justamente de alguém assim preparado que a gente esperava uma história com um pouco mais de criatividade e não uma repetição temática de algo que há décadas é explorado em nossa televisão: A história da moça pobre que vai trabalhar em casa de gente rica e ganha o coração do filho do patrão que sempre tem ou tinha uma noiva da mesma categoria socioeconômica dele. Essa mesma história, além de ter sido contada duzentas vezes na fase áurea do cinema-indústria, já o foi, dezenas, em nossa televisão. No próprio horário das sete da noite, na Globo, a temática de Carinhoso com Regina Duarte era exatamente a mesma. Até o pai dela era o chofer da família rica...

Isso sem contar que tais histórias nada mais são que uma repetição de um conto imortal: o de Cinderela. Este, como a maioria dos contos de fadas possui cargas simbólicas fundamente relacionadas com o inconsciente individual e coletivo e por isso se eterniza. Do ponto de vista mercadológico a Globo e o autor resolveram reeditar, invertendo, o Fla-Flu. Esta técnica também foi muito usada por Hollywood nos áureos tempos: consiste em fazer voltar em filmes posteriores, atores ou atrizes que representaram personagens em disputa em películas anteriores. Em Anjo Mau o Fla-Flu consiste em explorar o extremo e merecido sucesso da dupla Susana Vieira - Renée de Vielmond em Escalada. Instilando a idéia de rivalidade entre as personagens por elas representadas, Anjo Mau monta no sucesso anterior e, embora consiga alguma agitação e dividendos de audiência, em nada inova ou cria. Simplesmente repete. E se lá ganhou o Flu (Marina em Escalada), aqui ganhará o Fla (Nice, a babá). Estou muito à vontade para dizer tudo isso, em primeiro lugar porque considero a novela das sete um espetáculo obrigatoriamente leve, romântico, água-com-açúcar. O horário assim o impõe, seja pela grande número de crianças na audiência, seja pelo relax e devaneio tanto para a dona-de-casa que passou o dia enfrentando maçantes problemas domésticos e está a fim de se desligar, como para quem trabalha e chega em casa cansado, disposto apenas a uma evasão. Não tenho, portanto, qualquer preconceito contra o fato de o gênero ser leve, inconseqüente, alegre, superficial. Em segundo lugar, porque com o expediente de se repetir, a Globo indica uma perigosa disposição de abandonar exatamente o que a fez se distinguir no panorama televisivo brasileiro: a inovação permanente.

Do ponto de vista da realização é mais uma novela, feita com correção, ângulos certos, enquadramentos tradicionais etc. Como defeito de produção, a observar, apenas, o fato de que estão se esquecendo de fazer TV em preto e branco. As tonalidades das roupas várias vezes se confundem com paredes em cenas de rua, não há os contrastes e matizes que caracterizam a boa definição de imagem em preto e branco. Observam-se defeitos de iluminação. Todas essas, como eu disse ao princípio, são primeiras impressões. Pode ser que daqui para a frente história da novela consiga ser original, divertida, criativa e saia do que vem repetindo e repetindo: as mesmas cenas e os mesmos conteúdos dramáticos com situações levemente variadas. Pode ser. Mas não creio. Pelo visto ela continuará na base de alguém que detém uma carta comprometedora e ameaça outrem; de uma babá e uma ricaça disputando o mesmo homem; de um irmão estróina; da família ambiciosa que quer casar a filha ou ficar com o dinheiro dos ricaços; de uma babá que não conhece seu pai verdadeiro e este vai trabalhar (vejam só) de jardineiro na mesma casa em que ela; de uma velhinha desmiolada e que no fim revela saber de tudo e ser a mais inteligente de todas...

A rigor, a única concepção realmente criativa de Anjo Mau é a da relação de Estela com Getúlio, onde há graça, alguma inventividade na criação da situação. Nada mais. Não se diga que não é possível ter uma história algo original ou pelo menos penetrante, com algo de sátira ou visão critica do mundo, dentro da comédia leve. Corrida do Ouro, há mais de um ano, provou ser possível conciliar criatividade, alegria, leveza e romance, com uma visão crítica das coisas e do mundo. Sinceramente: eu esperava muito mais de Anjo Mau, de Cassiano Gabus Mendes e da emissora.

Clipes: BAILA COMIGO INTERNACIONAL

Não deu certo de forma interativa, mas mesmo assim resolvi voltar com a "Sessão de Clipes", só que agora de maneira diferente. Eu escolho uma trilha, e coloco os clipes das cinco melhores músicas da trilha. A escolhida de hoje foi a trilha internacional de "Baila Comigo".

Living Inside Myself
Intérprete: Ginno Vanelli
Faixa: 03
Tema de: Débora (Beth Goulart) e Caê (Lauro Corona)
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Crying
Intérprete: Don McLean
Faixa: 04
Tema de: Helena (Lílian Lemertz)
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Reality
Intérprete: Richard Sanderson
Faixa: 08
Tema de: Mira Maia (Lídia Brondi) e João Victor (Tony Ramos)
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Santa Maria
Intérprete: Newton Family
Faixa: 09
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Time
Intérprete: The Alan Parsons Project
Faixa: 10
Tema de: Lúcia (Natália do Valle) e Quinzinho (Tony Ramos)
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'In' Cartaz: LAURA (Cláudia Abreu) e MARIA CLARA (Malu Mader) - CELEBRIDADE

Trilhas Sonoras: O OUTRO

"O Outro" foi a primeira incurssão solo de Aguinaldo Silva em uma novela. Antes ele havia escrito alguns capítulos de "Roque Santeiro" e elaborado a sinopse de "Partido Alto" junto a Glória Perez, mas devido as divergências de opiniões (visto que são autores totalmente distintos), ele preferiu se afastar. "O Outro" foi uma novela muito criticada pela mídia, devido à sua semelhança com a novela "Vidas Cruzadas", escrita por Ivani Ribeiro para a Excelsior em 1965. Muitos diziam ser até uma releitura da história de Ivani Ribeiro, que tinha elementos bem parecidos, como o próprio entrecho principal.

Apesar de todas as críticas, é inegável o sucesso desta novela, que lançou definitavemnte o nome de Aguinaldo Silva. A história do homem humilde, sósia de um milionário, que asusme o seu lugar, conseguiu cativar o público, que acompanhou todo o desenrolar desta história. Os destaques da novela ficam pra Malu Mader, com excelente composição da ex-menina de rua Glorinha da Abolição, assumindo com bastante desenvoltura o papel criado para Glória Pires; Yoná Magalhães também assumiu a suburbana como a sensual Índia do Brasil, e por fim o próprio Francisco Cuoco, na pele dos sósias Paulo Della Santa e Denizard de Matos.

Só pra constar, uma das freqüentes características das novelas de Aguinaldo Silva também aconteceria aqui. Falo das substituições no elenco, quando alguns atores recusam papéis. Este fato, que tem sido um fardo para a produção da nova novela das oito, "Duas Caras", aconteceu em "O Outro" com Betty Faria, que se recusou a fazer a Índia do Brasil; Glória Menezes, foi convidada para a protagonista Edith, que depois foi parar nas mãos de Vera Fischer, até chegar à Natália do Valle, passando então a se chamar Laura, ao invés de Edith. Outro que ficou de fora da novela foi Marcos Paulo. O ator atuava como o diretor da novela, mas foi subtituído. Aguinaldo então resolveu escrever um personagem para Marcos Paulo, que não aceitou, cabendo então o papel à Herson Capri.

A trilha sonora tem a grande característica de ter a cara da novela. Trazendo na capa a então atriz Luma de Oliveira, intérprete da ingênua Dedé, o disco faz um contra-ponto de grandes intérpretes da música brasileira, com uma turma que apresenta novidades nos idos de 87. O disco abre falando do bairro no qual a história se passa, Copacabana. A canção era "Mar de Copacabana", intepretada por Gilberto Gil, e que servia de tema para a voluptosa Índia do Brasil (Yoná Magalhães). Também reprsentando a porção MPB da trilha, temos a sempre presente voz de Maria Bethânia ao som de "Quero Ficar com Você", tema de Laura (Natália do Valle), a sofrida mulher de Paulo Della Santa (Francisco Cuoco). Completando o quadro dos expoentes da MPB, temos Sandra de Sá, com a clássica "Retratos e Canções" e Ney Matogrosso com "O Mundo É Um Moinho", tema do casal-comédia da trama, formado por Edwiges (Cláudia Abreu) e Genésio (José de Abreu).

Já a parcela "alternativa" do cd, ou melhor, a parte mais jovial do cd, traz muitas figuras carimbadas com a marca dos anos 80. O primeiro deles a aparecer é o "poeta" Cazuza, com a belíssima "Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica)". Quem já escutou esta canção sabe do que eu estou falando. Aqui, esta canção servia como tema para a conturbada relação de Marília (Beth Goulart) e o mau-caráter Pedro Ernesto (Miguel Falabella), e tinha absolutamente tudo a ver com os dois. Outra que tinha um tema com a sua cara era a hippie Glorinha da Abolição, numa perfeita intepretação de Malu Mader, que foi a grande revelação do ano. A personagem tinha como tema a misteriosa "Amanhã é 23", do Kid Abelha em parceria com Os Abóboras Selvgens

Vale destacar ainda o Barão Vermelho com "Quem Me Olha Só", tema de Zezinha (Cláudia Abreu) e Pedro Ernesto (Marcos Frota); "Kátia Flávia", mais conhecida na voz de Fernanda Abreu, mas aqui intepretada por Fausto Fawcett & Os Robôs Efêmeros; e por fim, como não poderia deixar de ser, a canção que marca a novela, "Flores em Você", o tema de abertura, na voz do Ira!.

A trilha internacional figura entre as mais vendidas até hoje. Também, é uma reunião de grandes hits que deixam saudades. Na capa, Malu Mader, a Glorinha da Abolição, com as pernas de fora, e em poses pra lá de chamativas. O disco não deixou por menos, já abre com Carly Simon, com "Coming Around Again", tema de Índia do Brasil (Yoná Magalhães). Gloria Estephan chega com tudo, acompanhada do Miami Sound Machine, em "Words Get In The Way", para servir de tema para Laura (Natália do Valle). Outro ícone da década, Tina Turner também não poderia ficar de fora, e aparece com "Two People", tema do romance entre o rico Pedro Ernesto (Marcos Frota) e a pobre Zezinha (Cláudia Abreu), sofrendo todos aqueles conflitos já conhecidos.

A canção chave desta trilha é mesmo o tema de Glorinha da Abolição, "Don't Get Me Wrong" do Pretenders. A música tornou o grupo conhecido por aqui, e fez tanto sucesso, mas tanto sucesso, que é lembrada até hoje, e já apareceu inclusive, numa versão feita por Danni Carlos, na novela "Comçar de Novo". Lá era intitulada de "Não Me Leve a Mal". Mas voltando a versão original, é uma das faixas preferidas dos aficcionados por trilhas de novelas. Mas nem por isso podemos esquecer de grandes canções como "The Miracle Of Love" do Eurithmics, "Never Gonna Leave You" do Subject e "Don't Dream It's Over" do Crowded House.

Confira também "I'll be Over You" do ToTo, tema de Edwiges (Cláudia Raia) e Genésio (José de Abreu); "Thousand Miles From Home" de Jim Porto, tema de Gabriel (Herson Capri), e "You're The Voice", de John Fahram.

O Outro Nacional

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Capa: Dedé (Luma de Oliveira)

 

01. Mar de Copacabana - Gilberto Gil (tema de Índia do Brasil)
02. Quero Ficar com Você - Maria Bethânia (tema de Laura)
03. Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica) - Cazuza (tema de Marília e João Silvério)
04. Doublé de Corpo - Heróis da Resistência (tema de Dedé)
05. Esquece e Vem - Nico Rezende (tema de Denizard)
06. Kátia Flávia - Fausto Fawcett & Os Robôs Efêmeros (tema geral)
07. Amanhã é 23 - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens (tema de Glorinha da Abolição)
08. Fogo de Saudade - Beth Carvalho (tema de Agostinho)
09. O Mundo É Um Moinho - Ney Matogrosso (tema de Edwiges e Genésio)
10. Quem Me Olha Só - Barão Vermelho (tema de Zezinha e Pedro Ernesto)
11. Retratos e Canções - Sandra de Sá
12. Flores em Você - Ira! (tema de abertura)

O Outro Internacional

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Capa: Glorinha da Abolição (Malu Mader)

 

01. Coming Around Again - Carly Simon (tema de Índia do Brasil)
02. Don’t Dream It’s Over - Crowded House
03. The Miracle Of Love - Eurithmics
04. At The Back Of My Heart - M.c.r.
05. You’re The Voice - John Farham
06. Words Get In The Way - Gloria Estephan & Miami Sound Machine (tema de Laura)
07. This Love - Bad Company (tema de Dedé)
08. Don’t Get Me Wrong - Pretenders (tema de Glorinha da Abolição)
09. Two People - Tina Turner (tema de Pedro Ernesto e Zezinha)
10. Never Gonna Leave You - Subject
11. Stay The Night - Benjamin Orr
12. Foolish Pride - Sasha
13. I’ll Be Over You - Toto (tema de Edwiges e Genésio)
14. Thousand Miles From Home - Jim Porto (tema de Gabriel)

Sessão Vilão: FELIPE BARRETO

Felipe Barreto (Antônio Fagundes)

Novela: O Dono do Mundo

Autor: Gilberto Braga

Núcleo: Denis Carvalho

Um Vilão Sedutor

"Acreditando ser uma espécie de Deus, o cirurgião Felipe Barreto tem a certeza de que para ele tudo é permitido. Inclusive 'roubar' a honra de uma jovem ingênua, em sua noite de núpcias."


Antônio Fagundes interpretava em "O Dono do Mundo"  um dos poucos vilões de sua extensa carreira. Gilberto Braga precisava de um homem que pudesse ser frio e maniqueísta, mas ao mesmo tempo viril, e que exerce grande influência sobre as mulheres. Então, ninguém melhor que Fagundes para o papel de Felipe Barreto, o grande vilão de "O Dono do Mundo".

Infelizmente a novela não foi bem aceita de início pelo público, por ser forte demais, causando um mal-estar na chamada classe C, que não gostou de ser retratada de maneira humilhante. Porém, alguns personagens conseguiram se destacar na trama, como Beija-Flor (Ângelo Antônio) e Taís (Letícia Sabatella), até hoje lembrados, e que conseguiram roubar a cena das mocinhas Márcia (Malu Mader) e Stella (Glória Pires). O mesmo ocorreu com Felipe Barreto, que apesar de toda vilania, se tornou alvo da cobiça das telespectadoras.

As maldades de Felipe começaram logo no início da trama. Cirurgião plástico, famoso e renomado, Felipe Barreto sempre teve em primeiro lugar em sua mente, o dinheiro e o poder. Essas duas coisas estão à frente de tudo para ele.

Inescrupuloso, prepotente, arrogante e sem nenhum resquício de caráter, esses são apenas algumas das referências desse homem, que tinha convicção de que só uma posição de destaque merecia respeito, e ainda acreditava ser um Deus. Aliás, foi por este motivo que ele se tornou cirurgião plástico, para poder brincar de Deus.

 

Felipe era um canalha da pior espécie, que apesar de todas as atrocidades que cometia, era aceito com toda a pompa e circustância em seu círculo de amizades, como um grande homem, um verdadeiro benfeitor!

Quando a história começa, ainda casado com Stella, Felipe descobre que a noiva de um de seus empregados, que está prestes a se casar, ainda é virgem. O máu-caráter então, faz uma aposta de que será o primeiro homem a levar Márcia, para cama. Convidado para ser o padrinho do casamento de Wálter (Tadeu Aguiar) - seu empregado - e Márcia, ele convida os dois para passarem a lua-de-mel numa viagem ao exterior. Visando se aproveitar da situação, ele vai junto, e claro, não mede esforços, e muito menos economiza dinheiro para alcançar seu objetivo, que se torna na verdade uma obsessão. Por fim, ele acaba conseguindo.

No decorrer da história, Wálter acaba morrendo, e possuída pelo ódio que sente de Felipe, Márcia decide dedicar todos os momentos de sua vida ao inabnalável desejo de se vingar do poderoso cirurgião.

A cada capítulo o inescrupuloso vilão revela uma nova faceta de seu péssimo caráter. Mas apesar de ser um homem amoral, extremamente cruel, ele é também um irresistível sedutor. E fragilizada e confusa com os acontecimentos de sua vida, Márcia, apesar de todo ódio, se torna presa fácil da paixão que une para sempre os dois extremos.

Aliás, a personagem de Malu Mader foi hostilizada pelo público devido a sua passividade aos atos de Felipe, e também por se ver apaixonada pelo vilão. A solução encontrada, foi fazer com que Márcia se tornasse mais implacável na busca pela vingança, sendo marcada por uma cena em que ela traça com uma navalha o rosto do vilão.

Vídeos: CHAMADAS DE ELENCO

Brega & Chique - 19h (1987)

Autor: Cassiano Gabus Mendes

Núcleo: Jorge Fernando

Elenco: Marília Pêra, Glória Menezes, Raul Cortez, Marcos Nanini, Jorge Dória, Nívea Maria, Marcos Paulo, Patrícia Pillar, Denis Carvalho, Cássia Kiss, Cássio Gabus Mendes, Patrícia Travassos, Tato Gabus, Cristina Mullins, Célia Biar, Fábio Sabag, Percy Aires, Neuza Amaral, Hélio Souto, Paulo César Grande, Jayme Periard, José Augusto Branco, Paula Lavigne, Tarcísio Filho...

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Vale Tudo - 20h (1988)

Autor: Gilberto Braga

Núcleo: Denis Carvalho

Elenco: Regina Duarte, Glória Pires, Antônio Fagundes, Carlos Alberto Riccelli, Beatriz Segall, Renata Sorrah, Cássio Gabus Mendes, Lídia Brondi, Nathália Timberg, Reginaldo Faria, Cássia Kiss, Adriano Reys, Denis Carvalho, Cláudio Corrêa e Castro, Pedro Paulo Rangel, Lília Cabral, Rosane Gofman, Stepan Nercessian, Cristina Galvão, Sérgio Mamberti, Cristina Prochaska, Marcos Palmeira, Fábio Vila Verde, Flávia Monteiro, Íris Bruzzi, Sebastião Vasconcellos, Daniel Filho...

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Renascer - 20h (1993)

Autor: Benedito Ruy Barbosa

Núcleo: Luiz Fernando Carvalho

Elenco: Antônio Fagundes, Marcos Palmeira, Adriana Esteves, Patrícia França, Leonardo Vieira, Tarcísio Filho, Taumaturgo Ferreira, Marco Ricca, Patrícia Pillar, Maria Luísa Mendonça, Osmar Prado, Tereza Seiblitz, Herson Capri, Mara Carvalho, Paloma Duarte, Jackson Costa, Chica Xavier, Jackson Antunes, Roberto Bonfim, Regina Dourado, Leila Lopes, Kadu Moliterno, Isabel Fillardis, Nelson Xavier, José Wilker, Fernanda Montenegro...

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Torre de Babel - 20h (1998)

Autor: Sílvio de Abreu

Direção: Denise Saraceni e Carlos Manga

Elenco: Tarcísio Meira, Tony Ramos, Glória Menezes, Maitê Proença, Natália do Valle, Edson Celulari, Cláudia Raia, Adriana Esteves, Marcos Palmeira, Letícia Sabatella, Juca de Oliveira, Christiane Torloni, Sílvia Pfeifer, Marcello Antony, Cláudia Jimenez, Victor Fasano, Cleyde Yáconis, Stênio Garcia, Karina Barum, Danton Mello, Cacá Carvalho, Isadora Ribeiro, Oscar Magrini, Ernani Moraes, Isadora Ribeiro...

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Explode Coração Internacional

Novela de: Glória Perez

Núcleo: Denis Carvalho

Destaques: "Estoy Enamorado" de Donato & Estéfano, tema de Igor (Ricardo Macchi); "Back For Good" de Take That, tema de Eugênia (Françoise Forton); "That's Why (You Go Way)" do Michael Learns to Rock, tema de Serginho (Rodrigo Santoro) e Bete (Renée de Vielmond); "Sin Excusas Ni Rodeos" de Julio Iglesias, tema de Dara (Tereza Seiblitz) e Júlio Falcão (Edson Celulari); "December" do Collective Soul, tema de Larissa (Helena Ranaldi); "Don't Let Me Be Misunderstood" do Santa Esmeralda; "Get Together" do Big Moutain; "Father and Son" do Boyzone e o hit da época, "Macarena" do Los Del Rio.

Direção Musical: Mariozinho Rocha.

Capa: a rebelde cigana Dara, que desafiou todas as convenções de seu povo.

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Anjo Mau Internacional

Novela de: Maria Adelaide Amaral - baseada no original de Cassiano Gabus Mendes

Núcleo: Carlos Manga

Destaques: "Cantare E'D'Amore" de Amadeo Minghi, tema de Fred (Jackson Antunes) e Goreti (Lília Cabral); "How Come, How Long" do Babyface & Stevie Wonder, tema de Rodrigo (Kadu Moliterno); "So Beautiful" de Chris de Bourgh, tema de Nice (Glória Pires); "Love 4 Two" de Lulu Joppert, tema de Simone (Samara Felippo); "Let's Stay Together" do Big Montain, tema de Vívian (Taís Araújo), "Virtual Insanity" do Jamiroquai, tema de Duda (Ana Beatriz Nogueira) e "Santeria" do Sublime, tema de Bruno (Emílio Orciollo Neto).

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Taís Araújo, estreando na Globo como Vívian, após o sucesso em "Xica da Silva".

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Labirinto

Minissérie de: Gilberto Braga

Núcleo: Denis Carvalho

Destaques: "Without You" de Nilssen, tema de Paula Lee (Malu Mader) e André (Fábio Assunção); "Let's Stay Together" do Al Green, tema de Nieta (Alice Borges); "Não Enche" de Caetano Veloso, tema de Ivan (Luciano Szafir); "If It Makes You Happy" de Sheryl Crow, tema de Paula Lee; "Deixe Estar" de Marina Lima, tema de Virgínia (Luana Piovani); "Street Life" de Randy Crawford, tema de Paula Lee e Ricardo (Antônio Fagundes); "Blue Train" de Tom Jobim e "Verbos Sujeitos" de Zélia Duncan, tema de Yoyô (Isabela Garcia).

Direção Musical: Mariozinho Rocha.

Capa: o perseguido André Meirelles, que suou a camisa para provar sua inocência.

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Mulheres Apaixonadas 2

Novela de: Manoel Carlos

Núcleo: Ricardo Waddington

Destaques: "I've Got You Under My Skin" de Diana Krall, tema de César (José Mayer) e Helena (Christiane Torloni); "Amor Maior" do Jota Quest, tema de Diogo (Rodrigo Santoro) e Luciana (Camila Pitanga); "Mais Uma Vez" de Renato Russo, tema de Cláudio (Erik Marmo) e Edwiges (Carolina Dieckmann); "Tell Me About It" de Natalie Cole, tema de Helena, Hilda (Maria Padilha) e Heloísa (Giulia Gam); "Dois Rios" do Skank, tema de Rodrigo(Leonardo Miggiorin) e Paulinha (Ana Roberta Gualda); "La Vie En Rose" de Tony Bennet & K.d. Land, tema de Sílvia (Natália do Vale) e Caetano (Paulo Coronato) e "They Can't Take That Away From Me" de Rod Stewart, tema de Téo (Tony Ramos).

Direção Musical: Mariozinho Rocha.

Capa: o "ator" estreante Erik Marmo, na pele de Cláudio, o namorado da "Edvirgem"

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Sessão Nostalgia: MEU BEM QUERER

Particularmente não gostei desta novela, pois achei fraca e mal-escrita, porém, me pediram para postá-la.

Exibida de 24 de agosto de 1998 a 20 de março de 1999, pela Rede Globo, no horário das 19 horas. Com 179 capítulos.

Novela de Ricardo Linhares. Com a colaboração de Bia Montez, Leonor Basséres, Nelson Nadotti, Maria Elisa Berredo e Glória Barreto. Supervisão de Aguinaldo Silva.

Direção de Luís Henrique Rios, João Camargo e Alexandre Avancini. Com direção geral de Roberto Naar e núcleo de Marcos Paulo.

Com essa novela, a Rede Globo tentava criar a transposição do regionalismo de algumas novelas, das oito para as sete horas. O autor Ricardo Linhares, foi parceiro de Aguinaldo Silva, em diversas novelas regionalistas de sucesso como "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992), "Fera Ferida" (1993) e "A Indomada" (1997), entre outros. Porém, apesar de ursufruir das mesmas fórmulas utilizadas por Aguinaldo às oito horas (como o surrealismo, o chamado "realismo-fantástico", diversos personagens caricatos e de grande apelo popular, e várias tramas paralelas ambientadas numa pequena cidade do interior), essa novela não atingiu o mesmo êxito. Acredito que o maior dos percalços dessa novela, tenha ocorrido pelo fato de que os casais românticos principais, formados por Martinho (José Mayer) e Ava (Ângela Vieira) e Antônio (Murilo Benício) e Rebeca (Alessandra Negrini) não terem criado empatia com o público, o que dificulta e muito no andamento da novela. Ou talvez, o erro tenha ocorrido no texto mesmo.

Outro motivo que deve ter acarretado para o mal-andamento da trama, foi o fato de Marília Pêra, a intérprete da perversa vilã Custódia, não ter gostado de seu personagem. Deve realmente ter sido um grande desgaste interpretar uma mulher tão cruel, intransigente e detestável. Além do fato de Custódia ficar trancada em casa o dia inteiro, mandando e desmandando no destino da cidade. O público não gosta disso! O público quer é ver a vilã agindo e não uma parasita. Lima Duarte havia sido cogitado para viver o noivo de Custódia que a abandonara no passado e que retornaria. Mas o personagem foi riscado da sinopse original.

Lívia Custódia Juliano Tonha da Pamonha

Duas construções feitas no Projac para ambientar a trama, foram pioneiras na teledramaturgia até então: dunas artificiais feitas em poliuretano, cobertas com areia branca, e um viaduto de concreto. Para as cenas externas, o elenco fez viagnes periódicas à pontos turísticos, como as Praias de Canoa Quebrada e Jeriocoacoara, no Ceará. Uma curiosidade dessa novela, é que o cenógrafo Raul Travassos, afim de uni o universo ficcional criado por Ricardo e Aguinaldo, batizou as ruas e lugares de São Tomás de Trás, com nomes de personagens criados pela dupla em outras novelas, como: Travessa Prof. Praxedes de Menenzes ("Fera Ferida"), Ladeira Altiva de Mendonça e Albuquerque ("A Indomada"), Beco da Cinira ("Tieta"), Rua Gioconda Pontes e Largo D. Francisquinha Queiróz ("Pedra Sobre Pedra").

 

Uma coisa que pouca gente sabe, é que a atriz, Bia Montez, a Dona Vilma da série juvenil "Malhação", foi autora dessa novela. Essa novela foi dedicada ao diretor Paulo Ubiratan, que morreu no início das gravações, em abril de 1998. No último capítulo, o elenco homenageou o autor com a frase: "Essa novela é dedicada à Paulo Ubiratan, nosso bem-querer".

Sinopse

A arroganBarnabé de Barroste Custódia (Marília Pêra) é uma mulher que há anos não sai de casa, aguçando a curiosidade dos moradores da pequena cidade de São Tomás de Trás, no nordeste brasileiro. E é de sua mansão que ela comanda a vida de todos, mandando e desmandando na cidade, desmoralizando a autoridade do prefeito Barnabé de Barros (Osmar Prado), do delegado Néris (Ary Fontoura) e até dos representantes religiosos, como o Padre Odívio (Cláudio Corrêa e Castro) e o Pastor Bilac (Mauro Mendonça). Porém, tem que aturar a oposição de Tonha da Pamonha (Arlete Salles), seu maior desafeto, uma mulher simplória, mas de pulso firme, que se rebela contra os desmandos  da toda-poderosa.

Ava Gardner Martinho Verena

Inácio (Nuno Leal Maia), irmão de Custódia, casado com Verena (Lília Cabral), que está em eternas férias em Miami, tem um caso amoroso nada secreto com Ava Maria Gardner (Ângela Vieira), filha do delegado Néris. Mas os dois nem desconfiam da paixão platônica que o viúvo Martinho (José Mayer) nutre pela amante de seu melhor amigo. Porém, o caminho fica livre para o viúvo quando Inácio morre prematuramente. A agora viúva, Verena, retorna ao Brasil, disposta a cobrar sua parte na herança, mas terá que enfrentar a fúria de Custódia.

Padre Ovídio Jorgete Pastor Bilac

Enquanto corre a disputa pelo poder em São Tomás de Trás, duas irmãs, Rebeca (Alessandra Negrini) e Lívia (Flávia Alessandra), filhas do Pastor Bilac, disputam o amor de um mesmo homem, Antônio (Murilo Benício), afilhado do Padre Odívio. Apesar de amar Rebeca, Antônio é vítima de uma armadilha de Lívia, casando-se com ela. Rebeca, por sua vez, casa-se com o jovem pastor Juliano (Leonardo Brício), porém, todos são infelizes. No fim, Juliano e Antônio descobrem-se irmãos, filhos de Inácio e Ava, dados como mortos num incêndio que acontecera no berçário quando eles nasceram. Custódia, que não podia ter filhos, mandara incendiar o berçário, porque queria ficar com a herança dos sobrinhos. A vilã tem um fim trágico: Jorgete, sua secretária particular, cansada de ser humilhada e sabendo que é herdeira da patroa, mata Custódia..

Elenco

Marília Pêra/ José Mayer/ Ângela Vieira/ Murilo Benício/ Alessandra Negrini/ Leonardo Brício/ Flávia Alessandra/ Arlete Salles/ Osmar Prado/ Lília Cabral/ Mauro Mendonça/ Cláudio Corrêa e Castro/ Ary Fontoura/ Laura Cardoso/ Ricardo Petráglia/ Bia Nunnes/ Rosi Campos/ Roberto Bontempo/ Taís Araújo/ Mário Frias/ Carolina Abranches/ Samara Felippo/ Luka Ribeiro/ Eloísa Mafalda/ Letícia Medella/ Sérgio Hondjakoff/ Samuel Costa/ Élder Agostini/ Camila Farias/ Carolina Pavanelli/ Yan Whately/ Suzana Ribeiro/ Renata Dutra/ Cosme dos Santos/ Lulu Pavarin/ Bia Montez/ Júlio Braga/ Tadeu di Pietro/ Amélia Bittencourt/ Carlo Gregório/ Ricardo Macchi/ Nuno Leal Maia/ Milton Gonçalves/ Tássia Camargo/ Mara Carvalho/ Lúcio Mauro/ Roberto Frota/ José Augusto Branco/ Cristina Mullins/ Ruy Rezende/ Ana Lúcia Torre/ Carlos Eduardo Dolabella/ Elias Gleizer

Abertura

 

 

 

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