A NOVA HELENA

Estava de bobeira pelo Orkut, observando algumas comunidades, quando de repente me deparo com um tópico sobre uma possível nova Helena de Manoel Carlos.

O que me interessou na verdade, não foi a nova Helena, mas sim, um proposta para o novo personagem feminino central das novelas de Maneco:

 

Por que não uma Helena negra?

 

Essa era a pergunta que os membros daquela comunidade faziam. E eu também pergunto aqui: O que vocês acham da próxima Helena de Manoel Carlos ser negra.

Seria uma Helena como todas as outras, bem sucedida, economicamente abastada, residente no Leblon, com todos os dramas e relações cabíveis à uma Helena de Maneco. O único diferencial seria mesmo o fato de ela ser negra, e talvez por isso, ocorresse até mesmo algum tipo de preconceito.

Os membros da comunidade chegaram ainda até escolher uma atriz, que eles dizem ser ideal para a interpretação dela: Zezé Motta. Concordo plenamente, pois Zezé tem toda a carga emocional que esta personagem central precisa. Citaram ainda Isabel Fillardis e Maria Ceiça, que já intepretou uma personagem de Maneco em "Por Amor".

Ainda especularam sobre uma filha para esta Helena, a já conhecida filha chatinha, que até "Laços de Família" sempre esteve presente nas novelas do autor. A sugestão foi que Camila Pitanga ou Taís Araújo vivesse a pertubada personagem. Sugeriram ainda que Helene tivesse um filho branco, sendo vítima do preconceito do mesmo.

Eu acho que isso traria um diferencial para as novelas do autor. Seria uma inovação valorosa, não só pelo fato de ser uma protagonista negra, mas por dar um certo movimento às tramas de Manoel Carlos.

E você o que acha. Sugira também, alguém para intepretar a personagem!

BAIXE SUA CAPA! (continuação)

(continuação do post anterior...)

Desejos de Mulher Internacional

Novela de: Euclydes Marinho

Núcleo: Denis Carvalho

Destaques: "Stillness Of Heart" de Lenny Kravitz, tema de Beto (Márcio Kielling) e Gabriela (Mel Lisboa); "I Can't Stop Loving You" de Ray Charles, tema de Andréa (Regina Duarte) e Diogo (Herson Capri); "Flinch" de Alanis Morissette, tema de Júlia (Glória Pires) e Chico (Eduardo Moscovis); "Every Breath You Take" do Sting, tema de Gabriela e Bruno (José de Abreu); "Love You Till The Day I Die" de Jim Capaldi, tema de Gilda (Drica Moraes), "Fallin'" de Alicia Keys, tema de Renato (Cássio Gabus Mendes) e Gonçala (Vanessa Gerbelli); "I Can See Clearly Now" de Jimmy Cliff, tema de Rachel (Renata Sorrah) e "Supermodel" do Delicious.

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Eduardo Moscovis, o foógrafo Chico Maia.

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Como Uma Onda Internacional

Novela de: Wálther Negrão

Núcleo: Denis Carvalho

Destaques: "Right To Be Wrong" de Joss Stone, tema de Nina (Alinne Moraes) e Daniel (Ricardo Pereira); "Eu Quero Te Levar" de Paulo Ricardo & Pr. 5, tema de J.J. (Henri Castelli); "Somewhere Only We Know" de Keane, tema de Rafael (Sérgio Marone) e Amanda (Fernanda de Freitas); "Sunday, Morning" do Marron 5, tema de Daniel; "Fields Of Gold" de Maxi Priest, tema de Lavínia (Maria Fernanda Cândido) e Amarante (Kadu Moliterno); "Sitting, Waitting, Wishing" de Jack Johnson, tema de Floriano (Cauã Reymond) e "My Boo" de Alicia Keys & Usher, tema de Lenita (Mel Lisboa).

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Cauã Reymond, intérprete do pescador Floriano.

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Páginas da Vida Internacional

Novela de: Manoel Carlos

Núcleo: Jayme Monjardim

Destaques: "One Last Cry" de Marina Elali, tema de Nanda (Fernanda Vasconcellos); "Why Should I Care?" de Diana Krall, tema de Tônia Werneck (Sônia Braga); "Colors" de Amos Lee, tema de Sabrina (Leandra Leal) e Vinícius (Sidney Sampaio); "Put Your Records On" de Corinne Bailey Rae; "Cannoball" de Damien Rice, tema de Leó (Thaigo Rodrigues); "The Hardest Part" do Coldpaly; "Our Day Will Come" de Jamie Cullum, e "Free Loop" do Daniel Powter.

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Thiago Lacerda, o apaixonado Jorge.

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Vira Lata Internacional

Novela de: Carlos Lombardi

Núcleo: Jorge Fernando

Destaques: "How Deeps Is Your Love" de Take That, tema de Fidel (Marcelo Novaes) e Renata (Carolina Dieckmann); "Salvation" do Cranberries, tema de Lenin (Humberto Martins); "Gonna Be My Baby" de Double You, tema de Ângelo (Mário Gomes) e Walkíria (Betty Lago); "La Mia Storia Tra le Dita" de Gianluca Grignani, tema de Helena (Andréa Beltrão); "Lunes Martes" de Ambra, tema de Pietra (Vanessa Lóes); "I Love To Love" de Randy Bush, "Wonderwall" do Oasis, e uma animada versão para o tema do O Rei Leão, "The Lions Sleeps Tonight" do Ally & Jo.

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Marcelo Novaes, o Fidel.

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O Cravo e A Rosa

Novela de: Walcyr Carrasco

Núcleo: Denis Carvalho

Destaques: "Tua Boca" do Bello, tema de Catarina (Adriana Esteves) e Petrucchio (Eduardo Moscovis); "Olha o Que o Amor Me Faz" de Sandy & Júnior, tema de Bianca (Leandra Leal); "Lua Branca" de Verônica Sabino, tema de Lindinha (Vanessa Gerbelli); "Tristeza do Jeca" de Sérgio Reis, tema de Januário (Taumaturgo Ferreira); "Nada Sério" de Joanna, tema de Candoca (Myrian Freelnd), "Odeon" de Sérgio Saraceni e o tema de abertura, "Jura" do de Zeca Pagodinho.

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Leandra Leal, a romântica Bianca.

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Desejos de Mulher Nacional

Novela de: Euclydes Marinho

Núcleo: Denis Carvalho

Destaques: "Mutante" de Daniela Mercury, tema de Gabriela (Mel Lisboa); "Epitáfio" dos Titãs, tema de Nicolau (Daniel Del Sarto); "Maresia" de Adriana Calcanhotto, tema de Diogo (Herson Capri); "A Sua" de Marisa Monte tema de Júlia (Glória Pires); "Na Paz" de Orlando Morais, tema de Renato (Cássio Gabus Mendes); "Sonhos" de Caetano Veloso, tema de Chico Maia (Eduardo Moscovis); "Minha Vida" de Rita Lee, tema de Virgínia (Sílvia Pfeifer) e Ariel (José Wilker); "Diversão" de Nila Branco, tema da vilã Selma (Alessandra Negrini); "Depois de Ter Você" de Maria Bethânia, tema de Diogo e Andréa (Regina Duarte), e "Façamos (Vamos Amar)" de Chico Buarque e Elza Soares, para o tema de abertura.

Direção Musical: Maioriozinho Rocha.

Capa: Mel Lisboa, a invejosa modelo Gabriela.

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Trilhas Sonoras: CORPO DOURADO

Este é o cd da novela "Corpo Dourado", que assim como a sua temática, é recheada de músicas alegres e joviais. A novela foi escrita por Antônio Calmon, para o horário das 19h, em 1998.

Na capa da trilha nacional temos Cristiana Oliveira, a intérprete da rude Selena. O cd vem com um ótimo repertório, com músicas como "Choveu" da Blitz - tema de Renato (José de Abreu) - até "Coração Vazio" de Michael Sullivan - tema de Artuzinho (Marcos Winter) -, passando por "Pura Emoção" de Chitaozinho e Xororó, como tema de Selena (na verdade uma versão country para "Achy Breaky Heart"); "Grama Verde" de Adriana Maciel, como tema de Lígia (Fernanda Rodrigues) e o tema do  delegado Chico (Humberto Martins), "O Que Você Quer", interpretado por Rita Lee. Netinho, que era o sucesso do momento também marca presença, com a contagiante "Por Te Ter Aqui", assim como Patrícia Marx, que como já disse, era cantora quase que obrigatória nas trilhas da Globo na década de 90. Aqui ela canta "Me Liga", tema de Judy (Giovanna Antonelli).

Outras músicas que merecem destaque são "Quase" de Dáude, como tema da descontrolada Amanda (Maria Luísa Mendoça), Paulo Ricardo, cantando "Dois", para ser o tema de Billy (Fábio Jr.) e o tema de abertura "Somente o Sol", que é uma versão da canção americana "I'm Not In Love", que já esteve na trilha de uma novela nos anos 80, e é agora interpretada por Deborah Blando.

Na trilha internacional, temos Humberto Martins, o delegado Chico. Assim como na trilha internacional, o cd vem recheado de temas marcantes, como "Angels", de Robbie Williams, como tema de Tadeu (Felipe Camargo) e Judy. Esta música, anos mais tarde, viria a ser eleita como a Música do Milênio.

Outras canções de impacto são: "My All" de Mariah Carey, como tema de Chico; "The Mumber's Dance" de Lorenna Mckennit, tema de Clara (Mônica Carvalho); "Torn" de Natalie Imbruglia, tema do romance de Billy e Selena; e "You Sex Thing" do T-Shirt, tema de Alicinha (Danielle Winits). Para finalizar, vale ainda destacar duas canções inesquecíveis: "Whenever I Call You Friend" de Michael Johnson feat. Alison Krauss; e "You're Still The One", da sempre perfeita Shania Twain, servindo de tema para o conturbado amor de Chico e Selena.

Corpo Dourado Nacional

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Capa: Selena (Cristiana Oliveira)

 

01. Vivo Por Ella - Andréa Bocelli & Sandy (tema de Tadeu e Judy)
02. Pra Te Ter Aqui - Netinho (tema geral)
03. Coração Vazio - Michael Sullivan (tema de Artuzinho)
04. Pura Emoção - Chitaozinho e Xororó (tema de Selena)
05. Somente o Sol - Deborah Blando (tema de abertura)
06. Realidade Virtual - Cidade Negra (tema de Nando e Noêmia)
07. Grama Verde - Adriana Maciel (tema de Lígia)
08. Choveu - Blitz (tema de Renato)
09. Dois - Paulo Ricardo (tema de Billy)
10. O que Você Quer - Rita Lee (tema de Chico)
11. Quase - Daúde (tema de Amanda)
12. Hanime - Ive (tema de Clara)
13. Me Liga - Patrícia Marx (tema de Judy)
14. Se Todos Fossem Iguais a Você - Cláudia Telles (tema de Hilda)

Corpo Dourado Internacional

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Capa: Chico (Humberto Martins)

 

01. I Will Come To You - Hanson (tema de Lígia)
02. My All - Mariah Carey (tema de Chico)
03. Torn - Natalie Imbruglia (tema de Selena e Billy)
04. Angels - Robbie Williams (tema de Tadeu e Judy)
05. You Sex Thing - T-Shirt (tema de Alicinha)
06. Secrets - Nicki French (tema de Laís) ww.
07. The Mummer's Dance - Lorenna McKennit (tema de Clara)
08. How Do I Live - Debra Michaels
09. Whenever I Call You Friend - Michael Johnson feat. Alison Krauss
10. Ain't That Just The Way - Betsy Loop
11. You're Still The One (Radio Edit With Intro) - Shania Twain (tema de Selena e Chico)
12. Take Me As I Am - Faith Hill
13. Say You'll Be Mine - La Bouche
14. Breaking All The Rules - She Moves (tema de Artuzinho)
15. Sunshyme - Rising Sun
16. Lonely - Stars and Stripers

ATENDENDO AO PEDIDO!

Novamente atendendo ao pedido de Sílvio Godoy:

Quanto as aberturas de "A Próxiam Atração" e "Véu de Noiva", ainda não as encontrei, mas estou buscado.

Sessão Nostalgia: CIRANDA DE PEDRA

Exibida de 18 de maio a 14 de novembro de 1981, pela Rede Globo, no horário das 18h. Com 154 capítulos.

Novela de Teixeira Filho. Baseada no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles.

Direção de Reynaldo Boury e Wolf Maya. Com direção geral de Herval Rossano.

"Ciranda de Pedra" foi uma adaptação muita difícil. Envolvia tramas pesados para o horário das 18h, além de ser uma história com o texto muito forte. Talvez por todas essas dificuldades de adaptação para a tv, a trama tenha superado quaisquer expectativa, e tenha se tornado uma das mais bonitas e bem feitas releituras de nossa teledramaturgia. Estavam lá temas complicados, alguns que até hoje são tabus na nossa tv: separação de casais, adultério, e homossexualismo, mesmo que de maneira sutil, meio que nas entrelinhas.

Teixeira Filho mais uma vez demonstrava seu potencial ao apresentar um texto coeso e bem elaborado. Tudo, é claro, auxiliado pelo excepcional trabalho de produção, que caracterizou perfeitamente a década de 40, num retarto fiel, dos dramas e emoções da São Paulo dessa época.

 

Lucélia Santos, a estrela de "Ciranda de Pedra" novamente tinha um bom personagem em suas mãos, e novamente apresentava um bom trabalho. Eva Wilma esteve perfeita como a atormentada Laura. Mas quem brilhou mesmo foi Norma Blum, na pele da intransigente e autoritária governanta Fran Herta, que atormentou a vida das três irmãs da história. Certamente, Norma Blum tirou a sorte grande ao ser escolhida para o papel, pois junto a Aurélia, protagonista de "Senhora" de 1975, Fran Herta foi o seu grande momento na tv brasileira, superando até mesmo suas belas atuações em "Escrava Isaura" e posteriormente, "Sinhá Moça".

Lucélia que ainda estava em fase de filmagem de Luz del Fuego, quando iniciou a preparação para a personagem de "Ciranda de Pedra" viveu uma situação inusitada. No filme de David Nunes, ela interpretava a vedete que dá o título à película, cuja a vida fora marcada por escândalos sobre escândalos. Com isso, a composição da Virgínia de "Ciranda de Pedra" se tornava muito mais difícil, já que Lucélia já estava inserida naquela vulgaridade da personagem do filme, que tinha um comportamento totalmente oposto ao da personagem da novela: uma jovem meiga e comportada, em meio a década de 40.

  

A novela foi reapresentada a partir de janeiro de 1983, pelas manhãs, dentro do programa Tv Mulher.

Sinopse

Eduardo, Virgínia e Luís CarlosO Dr. Prado (Adriano Reys) e Laura (Eva Wilma) tiveram um casamento de desajuste. Ela tem idéias modernas e dedica-se às artes, enquanto ele é um famoso jurista de comportamento tradicional. Oprimida pelo marido, Laura sofre um grande trauma e chega a ser internada como louca pelo Dr. Prado. Os dois separam-se e a família acaba se dividindo: ele fica com as duas filhas mais velhas, Otávia (Priscila Camargo) e Bruna (Sílvia Salgado), e Laura fica com a filha caçula, Virgínia (Lucélia Santos).

Laura, doente e com problemas econômicos, vai morar com seu médico neurologista, o Dr. Daniel (Armando Bógus), que acompanha seu caso há anos. Apaixonado por ela, Daniel acredita que aFrau Herta doença de Laura não é mental, mas física, e se empenha em sua recuperação. Ela, por sua vez, esconde um segredo de todos: Virgínia na realidade é filha de Daniel. Tanto o médico quanto Dr. Prado desconfiam disso, o que faz com que Daniel tenha um carinho especial pela menina, e com que o Dr. Prado a trate com indiferença.

Anos mais tarde, Virgínia, moça, vai morar na mansão do Dr. Prado ao lado das irmãs e da áspera governanta Frau Herta (Norma Blum), enfrentando todo tipo de hostilidade familiar e uma série de dificuldades para se adaptar. Para confortá-la, Virgínia tem o carinho de Luís Carlos (Roberto Pirillo), seu vizinho e namorado de infância. Mas o rapaz passa a disputá-la com Eduardo (Marcelo Picchi) - amigo de Virgínia na Vila Mariana, onde ela morava - completamente apaixonado por ela.

Elenco

Lucélia Santos/ Adriano Reys/ Eva Wilma/ Armando Bógus/ Marcelo Picchi/ Roberto Pirillo/ Norma Blum/ Priscila Camargo/ Sívlia Salgado/ Edson Celulari/ Paulo Ramos/ Fábio Junqueira/ Alzira Andrade/ Mônica Torres/ Maria Helena Dias/ José Augusto Branco/ Neuza Amaral/ Djenane Machado/ Maria Helena Velasco/ Castro Gonzaga/ Ana Lúcia Torre/ Henriqueta Brieba/ Manfredo Colassanti/ Elza Gomes/ Joyce de Oliveira/ Ênio Santos/ Lupe Gigliotte/ Arthur Costa Filho/ Gilda Sarmento/ Rose Addario/ Márcia Gastaldi/ Pratrícia Parker/ Ana Magdala/ Wálter Moreno/ Pedro Rocha/ Luís José Günther/ Helenda Adelsohn/ Dalete Barros/ Thaís de Campos/ Fernando José/ Lourdes Mayer/ Ivan Mesquita.

Abertura

 

 

Obs: algumas fotos foram retiradas do site Arquivo Lucélia Santos.

Trilhas Sonoras: MULHERES APAIXONADAS (continuação)

(continuação do post anterior...)

A outra trilha lançada pela novela, intitulada "Mulheres Apaixonadas 2" trazia na capa, o ainda inexpressivo Erick Marmo na capa. Na minha opinião, de todas as três trilhas, esta era a melhor. Dessa vez, a Som Livre nos proporcionava uma mistura que deu muito certo, acrescentando ingredientes como Renato Russo, com "Mais Uma Vez", mais um tema de Cláudio e Edwiges; o "Amor Maior" de Jota Quest, que embalava o romance entre os primos Diogo e Luciana (Camila Pitanga); os "Dois Rios" do Skank, além de regravações na voz de grandes nomes da música, como Diana Krall, com um novo tema para Helena e César, "I've Got You Under My Skin"; "La Vie En Rose" por Tony Bennett & K.D. Lang, e "Fly Me To The Moon" por Peter Jones - essa duas últimas, aliás, também marcaram presença na trilha internacional de "Chocolate com Pimenta", do mesmo ano.

Mulheres Apaixonadas 2

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Capa: Cláudio (Erick Marmo)

 

01. I've Got You Under My Skin - Diana Krall (tema de César e Helena)
02. La Vie En Rose - Tony Bennett & K.d. Lang (tema de Sílvia)
03. Amor Maior - Jota Quest (tema de Diogo e Luciana)
04. Mais Uma Vez - Renato Russo (tema de Cláudio e Edwiges)
05. They Can't Take That Away From Me - Rod Stewart
06. Tell Me About It - Natalie Cole
07. Fly Me To The Moon - Peter Jones
08. Dois Rios - Skank (tema de Paulinha e Rodrigo)
09. Incondicionalmente - Capital Inicial
10. Serenata ao Luar - Paula Lima
11. Nick Bar - Dick Farney
12. Alguém Como Tu - Elisa Lucinda
13. De Bem Com a Vida - Alberto Rosenblit
14. As Rosas Não Falam - Leo Gandelman
15. Dreams - Heaven
16. Jazzy + Funky + Bossa = COOL!!! - Insoul

Trilhas Sonoras: MULHERES APAIXONADAS

Pela primeira na história das trilhas sonoras, a Som Livre lançou um cd duplo. Utilizando-se do slogan "As maiores paixões são em dois", a novela "Mulheres Apaixonadas" embarcou nesta idéia, e resultado: a trilha foi recorde, vendendo mais de um milhão de cópias, em menos de um mês de novela no ar.

"Mulheres Apaixonadas" não ficou apenas nesta novidade não. A novela teve como grande êxito, mostrar algumas características das várias mulheres do Brasil que nós desconhecíamos, ou não nos importavamos. Manoel Carlos soube cativar os telespectadores, apresentando um leque de personagens marcantes, como a sofrida Rachel (Helena Ranaldi), vítima das agressões de seu ex-marido, numa estréia marcante de Dan Stulbach; a possessiva Heloísa (Giulia Gam), responsável por apresentar ao Brasil o MADA - Mulheres que Amam Demais; ou até mesmo a alccólatra Santanna (Vera Holtz), que por algumas vezes chegou a dar aulas bêbada. Outra grande marca desta novela, foram as polêmicas levantadas por Maneco, que pela primeira vez, conseguiu fazer com que um casal de lésbicas fosse aceito pelos telespectadores.

Sobre as trilhas sonoras, foram lançados três cds na verdade. O duplo, que trazia a trilha nacional e a internacional, e mais um outro, com uma mistura musical. Na capa e contra-capa da trilha dupla, tinhámos Rodrigo Santoro e Carolina Dieckmann, respectivamente. Particularmente, a trilha nacional para mim foi desnecessária, pois foi mal utilizada na novela, mas apesar disso, tivemos alguns destaques como, a saturada "Velha Infância", que apesar de legal, torrou nossos ouvidos por meses, como tema do casal "dou não dou" da novela, a pura Edwiges (Carolina Dieckmann) e Cláudio (Erick Marmo); "Preciso Aprender a Ser Só", tema da Helena, dessa vez, na pele de Christiane Torloni, que perdeu totalmente o espaço e a função na trama; a inesperada "Você", de Marília Gabriela e Reynaldo Gianechinni, que servia de tema para o casal Lorena (Suzana Vieira) e Expedito (Rafael Calomeni), além do tema de abertura, "Pela Luz dos Olhos Teus" num duo original de Tom Jobim & Miúcha.

Já a trilha internacional, certamente, foi feita com muito cuidado e um intenso trabalho seletivo. Todas as canções tinham a ver com seus respectivos personagens, como "Don't Know Why" de Norah Jones, tema de Rachel (Helena Ranaldi); "Vivin' Sin Aire" do Maná, para o tema do romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); e "Imbranato", tema de Padre Pedro (Nicola Siri) e Estela (Lavínia Vlasak), canção aliás, que tornou Tiziano Ferro conhecido no Brasil. Outra que logo deixou sua marca por aqui, através da trilha da novela, foi Avril Lavigne, com "I'm With You" tema do adolescente Fred (Pedro Furtado), em seu problemático romance com sua professora, Rachel.

Ainda vale a pena recordar também canções como "Misunderstood" de Bon Jovi, o segundo tema de Cláudio e Edwiges; "Sexed Up" de Robbie Williams, tema do galinha Diogo (Rodrigo Santoro); o tema do casal principal da novela, César (José Mayer) e Helena, "The Way You Look Tonight" de Rod Stewart, além do tema da metida Dóris, "You Belong To Me", por Jennifer Lopez, e "Te Dejo Madrid" de Shakira.

Mulheres Apaixonadas - Duplo

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Capa: Diogo (Rodrigo Santoro) e Edwiges (Carolina Dieckmann)
Trilha Nacional

01. Velha Infância - Tribalistas (tema de Cláudio e Edwiges)
02. Eu e A Brisa - Márcia (tema de Lorena)
03. Eu Sou Assim - Luiza Possi
04. Amor em Paz - Gal Costa (tema de Luciana)
05. Luxo Pesado - Fernanda Abreu
06. Preciso Aprender a Ser Só - Maria Bethânia (tema de Helena)
07. Todo Errado - Caetano Veloso & Jorge Mautner
08. Você - Marília Gabriela & Reynaldo Gianechinni (tema de Lorena e Expedito)
09. Não Sei Como Foi - João Bosco & João Donato
10. Onde Anda Você - Cauby Peixoto & Ângela Maria
11. Meditação - Nara Leão
12. Não Tem Solução - Nana Caymmi (tema de Sílvia)
13. Pela Luz dos Olhos Teus - Tom Jobim & Miúcha (tema de abertura)
14. Drum' N' Bossa - Insoul
15. Bossa Nova - Bossa Lounge
16. Sem Fantasia - Chico Buarque & Maria Bethânia

Trilha Internacional

01. Don't Know Why - Norah Jones (tema de Rachel)
02. Disease - Martchbox Twenty (tema de Rodrigo)
03. I'm With You - Avril Lavigne (tema de Fred)
04. Nothing At All - Santana e Musiq
05. You Belong To Me - Jennifer Lopez (tema de Dóris)
06. Vivin Sin Aire - Maná (tema de Clara e Rafaela)
07. Misunderstood - Bon Jovi (tema de Cláudio e Edwiges)
08. Sexed Up - Robbie Williams (tema de Diogo)
09. Imbranato - Tiziano Ferro (tema de Estela e Padre Pedro)
10. The Way You Look Tonight - Rod Stewart (tema de César e Helena)
11. Noche de Ronda - Paolo
12. Te Dejo Madrid - Shakira (tema de Dória e Vidinha)
13. Hurt You So Bad - Crazy Town
14. Dancer - Computernet
15. D-Deep - Deep House

(continua no post seguinte...)

Vídeos: ABERTURAS DE NOVELAS

À Sombra dos Laranjais - 18h (1977)

Autor: Benedito Ruy Barbosa e Sylvan Paezzo - baseada no conto de Viriato Corrêa

Núcleo: Herval Rossano

Elenco: Herval Rossano, Aracy Cardoso, Ary Fontoura, Beatriz Lyra, Castro Gonzaga, Paulo Gonçalves, Monah Delacy, Tamara Taxman, Lauro Góes, Ísis Koshdoski, Marcelo Picchi, Marília Barbosa, Élcio Romar, Lídia Brondi, Arthur Costa Filho, Wellington Botelho, Fernando José, Patrícia Bueno, Marcus Toledo, Maria Pompeu, Sivlia Salgado.


A Sucessora - 18h (1978)

Autor: Manoel Carlos - baseado no homônimo de Carolina Nabuco

Núcleo: Herval Rossano

Elenco: Suzana Vieira, Rúbens de Falco, Natália Thimberg, Paulo Figueiredo, Arlete Salles, Kadu Moliterno, Mário Cardoso, Lisa Vieira, Tetê Pritzil, Célia Biar, Ary Coslov, Míriam Pires, Beatriz Veiga, Sônia de Paula, Jorge Cherques, Carmem Monegal, Gracindo Júnior, Ankito, Francisco Dantas...


Chega Mais - 19h (1980)

Autor: Carlos Eduardo Novaes

Núcleo: Gonzaga Blota

Elenco: Tony Ramos, Sônia Braga, Renata Sorrah, Osmar Prado, Rosamaria Muritnho, Ney Santanna, Thaís de Andrade, Felipe Carone, Renata Fronzi, Cláudio Corrêa e Castro, Christiane Torloni, Reynaldo Gonzaga, Ruy Rezende, Daniel Dantas, Elza Gomes, Henriqueta Brieba, Brandão Filho, Roberto Bonfim, Gilberto Martinho...


Hipertensão - 19h (1986)

Autor: Ivani Ribeiro

Núcleo: Wolf Maya

Elenco: Maria Zilda, Cláudio Cavalcanti, Paulo Gracindo, Ary Fontoura, Cláudio Corrêa e Castro, Geórgia Gomide, Taumaturgo Ferreira, Elizabeth Savalla, Paulo Betti, Carlos Eduardo Dolabella, Déborah Evelyn, Eloísa Mafalda, Stênio Garcia, César Filho, Carla Marins, José Mayer, Lúcia Alves, Fafy Siqueira, Antônio Calloni...


Zazá - 19h (1997)

Autor: Lauro César Muniz

Núcleo: Jorge Fernando

Elenco: Fernanda Montenegro, Ney Latorraca, Marcelo Novaes, Letícia Spiller, Paulo Goulart, Natália Thimberg,  Jorge Dória, Júlia Lemertz, Fernando Torres, Cecil Thiré, Fafy Siqueira, Paulo Gorgulho, Cláudia Ohana, Alexandre Borges, Alexandra Londoño, Reginaldo Faria, Mário Gomes, Déborah Secco, Sílvia Bandeira, Louise Cardoso, Vanessa Lóes, Antônio Calloni, Rachel Ripani...


Belíssima - 20h (2005)

Autor: Sílvio de Abreu

Núcleo: Denise Saraceni

Elenco: Glória Pires, Tony Ramos, Cláudia Abreu, Marcello Antony, Fernanda Montenegro, Cláudia Raia, Reynaldo Gianecchini, Carolina Ferraz, Irene Ravache, Leopoldo Pacheco, Alexandre Borges, Camila Pitanga, Carmem Verônica, Pedro Paulo Rangel, Íris Bruzzi, Vera Holtz, Cauã Reymond, Paola Oliveira, Letícia Birkheuer, Serafim Gonzalez, Nelson Xavier, Jussara Freire, Maria Flor, Vladimir Brichta...

Ao Pé da Letra: AO COMEÇO, TRANSAS. AO FINAL, CARETAS.

Mudando um pouco, hoje não vou postar matérias do Canal de Imprensa no "Ao Pé da Letra". A reportagem de hoje, é do ano de 1984, feita pelo hoje famoso repórter Artúr da Távola, numa espécie de considerações finais sobre a novela "Transas + Caretas". Divirta-se, vale a pena!

Ao começo, TRANSAS. Ao final, CARETAS

por Artúr da Távola
Jornal O GLobo
Publicada em: 22 de junho de 1984.

"Transas e caretas" foi novela brilhante, alegre, alegórica até o terço final. A necessidade de esticamento e a demolição consciJordão, Francisca e Thiagoente de sua estrutura transformaram-na em demolição desordenada de tudo o que construiu. Desilusão no mecanismo central da relação da telenovela com o público: a verdade de sua mentira, isto é, a destruição do mecanismo ficcional.

Acertos e erros da obra - Foi uma deliciosa fábula sobre o poder. Assim funcionou até o terço final, quando a artificialidade do esticamento levou-a a aditar um prolongamento da história, que já chegara a seu auge, e, assim, ver cair a tensão interna dos personagens, ocasião em que foi infiltrada por um conceito de farsa até então não patente na leve sátira que vinha sendo, o que levou à demolição do pacto ficcional. O pacto ficcional é sagrado. Uma vez instalado e aceito por ambas as partes (público e autoria), não pode ser desvendado, demolido ou desmoralizado na mesma obra que o criou. O público reage sentindo-se fraudado na sinceridade de sua entrega, quando admitiu aceitar a verossimilhança no lugar da verdade. Na fase do pacto, porém (seus dois terços do total), a obra foi do porte de todos os trabalhos de Lauro César Muniz, um de nossos melhores escritores de TV. E conseguiu ser uma fábula sobre o poder, em cima de um andamento de alegria, jovialidade, leveza e crítica de costumes, sem perda de cargas sentimentais potentes, principalmente em função do desempenho de atores e atrizes muito bons como os que a protagonizaram.

Por haver marcado a volta de Lauro César Muniz às telenovelas, por substituir "Guerra dos sexos" de modo a não haver graves hiatos de sucesso e agrado, "Transas e caretas", sobretudo por sua crítica às formas arbitrárias de poder, metáfora brilhantíssima dos delírios contemporâneos, só não passará como uma grande novela por causa de seu terço final enlouquecido e desnecessário.

Uma novela de interpretações - Dá para notar quando, em televisão, há um diretor de atores por trás de cada cena. Aqui havia José Wilker. Sentia-se o dedo de um competente diretor de atores. Wilker, porém, não conteve os exageros de todo o segundo escalão da casa-escritório de Francisca Moura Imperial, onde a obviedade e a careta substituíram a criatividade e a sugestão. Esse comentário não abrange a atriz Tetê Medina, que inteligentemente fugiu do exagero e do facilitário. Fora desse escorregão e de admitir erros cenográficos, como Francisca Moura Imperial ter uma ante-sala tão mixuruca sendo bilionária, a direção geral de Paulo Ubiratan e a direção de José Wilker e Mário Márcio Bandarra podem ser consideradas boas, pelo pique das cenas e o auge cômico ou romântico de multas passagens. Mas a composição de tipos foi o seu forte. A produção foi normal. Letreiros magníficos, prefixo excelente, sonoplastia inexpressiva, muito mais para a divulgação de discos que para a arte de sonorizar. A novela foi quase que só de interiores. Pouco exigente como produção. No fundo, o que importava eram os desempenhos. E isso foi cuidado, transformando-se no ponto de alto direção.

Solistas em destaque - Foi uma novela de solos. Magníficos atores sabendo matizar, brincar, amar, transportar sentimentos em andamento de fábula, ora leves e brincalhões, ora enamorados, jamais graves ou pretensiosos. Os destaques ficarão com os principais solistas. NatMaríliaália do Valle, desde logo, belíssima, no apogeu de sua vida, sutil, repleta de matizes, afetos insopitáveis e intenções sugeridas. Já sabe tudo de televisão. Está pronta para vôos dramáticos outros. José Wilker, magnífico, exercitando-se como ator na vivência de contrastes, mudanças de humor. Parecia um craque brincando com a bola antes do jogo. Destaque ainda para Paulo Goulart, magnífico na comédia, experimentado, afetivo, cheio de pactos secretos com o público. Assim, igualmente, Eva Wilma, Kate Hansen fez uma Fernanda formidável, metida, abelhuda. Sérgio Mamberti brilhou como mordomo, Lady Francisco vai sendo especializada nesse tipo de papel de simplória sensual e inocente, que sabe, aliás, fazer muito bem. Paulo Betti destacou-se como o mau caráter. Lídia Brondi, muito aquém do que sabe e pode, mas brilhante. Renata Sorrah, igualmente merecedora de atenção pela qualidade interna de sua composição psicológica, bem como Henrique Martins. Reginaldo Faria começou criticando o personagem, depois o entendeu e o fez com doçura, carinho e alto charme.

Todos os demais grupamentos com suas tramas paralelas acabaram atrofiados na história, sem oportunidade de luzir solos, não por culpa dos atores mas da história, que só floresceu em cima dos personagens aqui comentados. Uma pena!

Trilha Sonora: O PROFETA

Atendendo ao pedido de Denise, a trilha sonora de hoje é a da primeira versão da novela "O Profeta".

Escrita por Ivani Ribeiro, esta novela foi um dos grandes sucessos da Tv Tupi. A trama, sempore com aquele aspecto sombrio e misterioso com que Ivani costumava trabalhar, contava a história de Daniel um paranormal que possuía a capacidade de vê o passado e enxergar o futuro. Ele era o protagonista da história, e catalizava as atenções de todos os personagens. Vivido por Carlos Augusto Strazzer, ele era dispútado por três beldades, a romântica e batalhadora Sônia (Elaine Cristina), a fútil e ambiciosa Ruth (Glauce Graieb), e por fim a gorda, desengonçada e poblemática Carola (Débora Duarte), que apesar de não possuir os belos atributos físicos de suas concorrentes, conseguiu conquistar o público, e de quebra, o coração de Daniel.

O principal drama a ser resolvido pelo protagonista de "O Profeta" era justamente o caminho que ele deveria seguir: o bem ou o mal. Movido pela ganância e esperteza, ele se decididu pelo caminho mais fácil, e o que certamente lhe traria mais dinheiro. Daniel usa sua paranormalidade em benefício próprio, construindo um império, e se tornando uma pessoa rica e importante. Mas com isso, ele também passa a provar do próprio veneno, pois começa a se cercar de pessoas invejosas, acabando por passar seus dias na cadeia, tendo Carola como única companhia.

Um dos grandes méritos desta versão de "O Profeta" foi a mistura de religiões propostas por Ivani Ribeiro. Todos tentavam explicar o dom de Daniel a partir de suas crenças: o Dr. Michel (Roberto Maya) com a psiquiatria, o Babalaô (João Acaibe) com o camdomblé, o padre Olavo (Luiz Carlos de Moraes) e até mesmo o próprio pai de Daniel, Seu Francisco (Aldo César), que tinha crença no espiritismo kardecista. Com isso, a novela ganhou um aspecto ecumênico, em respeito às religiões. Quase 30 anos depois, esta novela ganha um remake, pela Rede Globo, trazendo Thiago Fragoso como o protagonista, que agora se chama Marcos.

A trilha sonora da primeira versão de "O Profeta" foi composta por temas diferentes, eu diria que alguns até meio excêntricos, mas que tinham a ver com a trama. Na capa da trilha nacional, o incêncio do primeiro capítulo da novela. A primeira faixa do disco traz o marcante tema do protagonista, "Quem Dá Mais" composta por Antônio Marcos especialmente para a novela. Outras músicas como "Tempo Perdido" de Flávio Carvalho, "Meu Deus o Que Se Passa Comigo" de Paulo Roberto, e "Gosto de Sal" de Neuber, dão a dimensão do que se ouvia no fim dos anos 70.

A canção "Jura Secreta" interpretada por Simone, e que servia de tema para as angústias de Carola, estaria na abertura da novela "Memórias de Amor", exibida pela Globo em 1979. Vale destacar ainda: "Canto de Meditação" por Ana Mazzotti, "Quero Ter Você" de Márcio Prado, "Boa Noite Morte" de Carlinhos Vergueiro, e por fim, "Eu Preciso Muito de Alguém" na voz de Luiz Antônio.

A trilha internacional, a meu ver, foi imensamente superior à nacional, exceto sobre a canção de Antônio Marcos. Aqui, o tema de abertura abria abria a trilha, a canção homônima "O Profeta" do Briamonte and Jet Music Band, um tema instrumental que nem de longe nos faz esquecer de "Quem Dá Mais", o real merecedor de estar na abertura da novela. Em 2005, Maria Bethânia traria sua versão de "Nature Boy" para a trilha nacional de Belíssima. Aqui, a canção era originalmente interpretada por George Benson. Seguindo, podemos acompanhar o grande repertório composto ainda por "Feels Like The First Time" do Foreigner, "Everything Happens For a Reason" do The Floaters, e "Face to Face" do Nevil.

Destaco ainda: "Yes Sir, I Can Boogie" por Mary McCann, "Everything You Are" de Dennis East, Maria Thereza com "Trying" e "Non Si Puó Morire Dentro" de Lucio Guccini. Aliás, sobre o fato de a trilha internacional ser melhor que a nacional, isso era muito comum na Tupi, vide as trilhas de "A Viagem" (1975).

O Profeta Nacional (1977)

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Capa: incêndio que destruiu a casa de Daniel (Carlos Augusto Strazzer).

01. Quem Dá Mais - Antônio Marcos (tema de Daniel)
02. Canto da Meditação - Ana Mazzotti
03. Gosto de Sal - Neuber
04. Terreiro dos Orixás - Luiza Maura (tema de Babalaô)
05. Eu Preciso Muito de Alguém - Luiz Antônio
06. Meu Deus, O Que Se Passa Comigo - Paulo Roberto
07. Eu Vim Prá Ficar - Wildner
08. Jura Secreta - Simone (tema de Carola)
09. Então Eu Voltarei - Wildner
10. Boa Noite Morte - Carlinhos Vergueiro
11. Tempo Perdido - Flávio Carvalho
12. Coisas Bobas - Eliane De Gammont
13. Lá Vem o Trém - Agepê
14. Quero Ter Você - Márcio Prado

O Profeta Internacional (1977)

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Capa: pontos luminosos.

01. O Profeta - Briamonte and Jet Music Band (tema de abertura)
02. Nature Boy - George Benson
03. Trouble Maker - Roberta Kelly
04. Yes Sir, I Can Boogie - Mary McCann
05. My World (Keeps Getting Smaller Everyday) - Koffee N' Kreme
06. Everything You Are - Dennis East
07. Face To Face - Nevil
08. Everything Happens For a Reason - The Floaters
09. Keep Moving Right On - Tony Pacino
10. Trying - Maria Thereza
11. No Si Puó Morire Dentro - Lucio Guccini
12. Air Love - Lena Zavaroni
13. Feels Like The First Time - Foreigner
14. I'm Just a Man - Kramer

Profissão Camaleão: DRICA MORAES

Drica Moraes é a chamada atriz completa: é competente no teatro, na televisão e no cinema. É o tipo de atriz que consegue se destacar em qualquer papel, apesar de nunca ter tido - pelo menos na Globo - um personagem à sua altura.

Drica já interpretou personagens marcantes na televisão brasileira, principalmente em questão de comédia, como a separada Olívia de "Alma Gêmea", e a assanhada manicure Márcia de "Chocolate com Pimenta", em reprise atualmente no Vale a Pena Ver de Novo. Mas o reconhecimento veio mesmo a partir da primeira vilã de sua carreira, a seca e vingativa Violante Cabral de "Xica da Silva", na Manchete, onde Drica teve a oportunidade exercitar um outro lado seu como atriz, que poucos conheciam.

Outros personagens de destaque foram: a mimada e invejosa Marcela de "O Cravo e A Rosa", a desorientada Moira da série "Os Aspones", que durou somente 05 episódios, e por fim, sua primeira e única protagonista, a Madalena da novela infanto-juvenil "Era Uma Vez...".

Atualmente, Drica se prepara para estrear na novela "Pé na Jaca", na qual ela fará uma participação nos primeiros 12 capítulos, como Pietra, a assessora de Maria Botelho (Fernanda Lima).

Profissão Camaleão: Drica Moraes

Cida - Top Model (1989/GLOBO)

 

Isabela - Lua Cheia de Amor (1990/GLOBO)

 

Denise - Quatro por Quatro (1994/GLOBO)

 

Violante Cabral - Xica da Silva (1996/MANCHETE)

 

Madalena - Era Uma vez... (1998/GLOBO)

  

Marcela - O Cravo e A Rosa (2000/GLOBO)

 

Gilda - Desejos de Mulher (2002/GLOBO)

 

Márcia - Chocolate com Pimenta (2003/GLOBO)

 

Moira - Os Aspones (2004/GLOBO)

 

Olívia - Alma Gêmea (2005/GLOBO)

 

Pietra - Pé na Jaca (2006/GLOBO)

 

ATENDENDO AOS PEDIDOS!

Oi Sílvio Godoy, que bom que você está de volta. Atendendo seus pedido:

Sobre o pedido de Marcos Paulo, ainda estou tentanto conseguir as aberturas solicitadas.

E quanto à Denise, creio que seja sobre a trilha sonora de "O Profeta" e não a de "A Viagem", né?! Estou tentando arranjar, e logo logo posto aqui!

Sessão Nostalgia: PERIGOSAS PERUAS

(continuação do post anterior...)

Sinopse

Belo e LedaCidinha (Vera Fischer) e Leda (Sílvia Pfeifer) são amigas desde infância - nasceram no mesmo dia e horário e no mesmo hospital. Mais tarde, na faculdade, vão disputar o amor do mesmo homem, Belo (Mário Gomes), que engravida as duas. Cidinha leva a melhor casando-se com ele. A toada das coincidências reunindo as duas amigas continua quando elas têm os bebês também no mesmo dia, horário e hospital. Duas meninas. A de Cidinha morre e a de Leda vive. Belo troca as crianças e perde Leda de vista, que se transforma numa importante jornalista internacional.

As duas amigas acabam por seguir caminhos opostos. Cidinha vira uma dona de casa que jamais pensou em trabalhar fora. Leda é uma profissional bem sucedida que tem aversão ao casamento e filhos. Embora satisfeitas com a opção que fizeram, de certa fiorma, uma sente inveja da outra.

Anos mais tarde as amigas se reencontram e a disputa pelo mesmo homem reacende velhas rivalidades. Mais ainda quando Tuca (Natália Lage), a filha de Belo e Leda, criada por Cidinha, descobre que foi trocada na maternidIrving São Paulo na época de "Sexo dos Anjos", com Mario Gomes e Bianca Byngtonade.

Paralelo a esse drama estava a delegacia comandada pelo corrupto delegado Venâncio (Flávio Migliaccio), onde atuam os policiais Paulinho Pamonha (Tato Gabus), Téio (Rômulo Arantes), Giovanni (Gerson Brenner), Johann (Irwing São Paulo), Romano (Alberto Baruque) e Joana (Fabiana Scaranzi). O principal desafio da equipe: desbaratar a organização de contrabando comandada pelos poderosos primos Franco (Cassiano Gabus Mendes) e Branco Torremolinos (José Lewgoy), para quem trabalha Belo.

Elenco

Vera Fischer/ Sílvia Pfeifer/ Mário Gomes/ Alexandre Frota/ Guilherme Karan/ Beth Goulart/ John Herbert/ Cláudia Lyra/ José Lewgoy/ Cassiano Gabus Mendes/ Natália Lage/ Nair Bello/ Flávio Migliaccio/ Nicette Bruno/ Tato Gabus/ Françoise Forton/ Rômulo Arantes/ Bianca Byngton/ Irwing São Paulo/ Gerson Brenner/ Alberto Baruque/ Fabiana Scaranzi/ Felipe Martins/ Sílvia Buarque/ Ana Paulo Bouzas/ Rosita Tomaz Lopes/ Cissa Guimarães/ Carlos Kroeber/ Leina Krespi/ Victor Branco/ Ivan Cândido/ Inês Galvão/ Flávio Colatrello/ Guilherme Leme/ Luis Magnelli/ Adriana Tausz/ Demian Temponi/ Viviane Novaes/ Márcia Dornelles/ Ilya São Paulo/ Igor Logulho/ Gibran Chalita/ Hilton Cobra/ Chaguinha/ Fernanda Muniz/ Victor Hugo/ Tatianne Goulart/ Tatiana Toffoli/ João Phelipe/ André Filippi/ Nicole Puzzi/ Cleyde Blota/ Raul Cortez/ Isabela Garcia/ Bia Seidl/ Iara Jamra/ Cininha de Paula/ Cristina Pereira/ Carlos Gregório/ Ernani Moraes/ Carlos Takeshi/ João Vitti/ Norton Nascimento.

Abertura

 

 

 

 

 

Sessão Nostalgia: PERIGOSAS PERUAS

Exibida de 10 de fevereiro a 29 de agosto de 1992, pela Rede Globo, no horário das 19h. Com 173 capítulos.

Novela de Carlos Lombardi. Com a colaboração de Maurício Arruda, e supervisão de texto de Lauro César Muniz.

Direção de Roberto Talma, Jodele Larcher e Flávio Colatrello. Com direção geral de Roberto Talma.

"Perigosas Peruas" seguiu o estilo que Carlos Lombardi já havia apresentado em sua novela anterior, "Bebê a Bordo". Muita ação, história ágil e vivaz e com bastante comédia. Com "Perigosas Peruas" ele marcava de vez, o seu jeito de fazer novelas, com uma comicidade que o diferenciava das tramas de Sílvio de Abreu e de Cassiano Gabus Mendes.

Carlos Lombardi mais uma vez apresentava um texto com tendências folhetinescas, como a espinTucaha dorsal da trama, a história das duas mulheres em que tudo acontecia na vidas delas no mesmo momento. A diferença, é que todas as trama propostas pelo autor, se alternavam com as novidades promovidas pela trama, quase que diariamente - algo que até hoje ele faz. Em alguns momentos pode-se até dizer que Lombardi vacilou, mas mesmo assim "Perigosas Peruas" foi de uma competência ímpar.

Ínumeros foram os destaques da trama: as protagonistas Sílvia Pfeifer - muito criticada por sua estréia em "Meu Bem Meu Mal" - e Vera Fischer conseguiram se adequar bem ao humor de Carlos Lombardi, e estiveram ótimas na pele de Leda e Cidinha, respectivamente. A então menina Natália Lage, já mostrava que seu caminho era mesmo o da tv, nas pele da problemática Tuca. O casal Téio e Téia, formado por Rômulo Arantes e Bianca Byngton também caíram no gosto do público, assim como o malandro Belo, em mais um dos hilários papéis de Mário Gomes na tv, talvez o seu último grande papel nesse veículo.

  Cidinha 

A italiana Dona Gema, no início da parceria de Nair Bello com Lombardi - onde ela sempre interpretaria uma mãe italiana - também caiu na graça do público, assim como a organização comandanda pelos Torremolinos, que dividiDiana, Hector, Belo, D. Franco e Cervantesa a atenção dos telescpetadores com o inesquecível trio de protagonistas, e que comandavam toda a ação da trama. Outra carcaterística que se tornaria marcante na carreira de Lombardi foram as participações especiais, e em "Perigosas Peruas" ele não falhou, teve de Raul Cortez como uma cartomante, a Isabela Garcia como uma prostituta.

Vera Fischer, a estrela de "Perigosas Peruas", vivia o auge de sua carreira - depois viria a tempestade! A novela contou ainda com a participação do famoso novelista já citado aqui, Cassiano Gabus Mendes, na pele do mafioso Dr. Franco Torremolinos, o mafioso que comandava toda a organização criminosa. Seria a última participação de Cassiano - que já foi ator - em novelas. Ele morreria no ano seguinte, cerca de um mês antes do último capítulo de sua novela "O Mapa da Mina" ser exibido. Segundo o autor, a família Torremolinos é uma alusão à família de mafiosos de O Poderoso Chefão, clássico filme de FranGemacis Ford Coppola.

A abertura de "Perigosas Peruas" foi um show a parte! Miguel Paiva, cartunista de ilustrações de sucesso como Gatão de Meia-Idade e Radical Chick, foi o responsável pelas mais de 400 ilustrações que marcava a abertura da novela, numa animação de 70 segundos. A música, homônima à novela, que se tornou um a marca registrada da trama de Carlos Lombardi, era cantada pelas Frenéticas, e foi escrita por cinco pessoas, estando entre elas o então vice-presidente das oeprações da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Ele também já havia participado da composição do tema de abertura de "Que Rei Sou Eu?", a canção "Rap do Rei", do grupo Luni.

(continua no próxima post...)

Trilhas Sonoras: TORRE DE BABEL

"Torre de Babel", ao meu ver, foi a tentativa da Globo de revolucionar a forma de se fazer novela, já que era quase a mesma há décadas. Uma tentativa falha, na verdade, mas uma tentativa válida. Esta trama de Sílvio de Abreu começou de uma maneira quase que brutal, não por cenas de violência, mas por introduzir nas casas dos telespectadores temas tão polêmicos e verdadeiros, com os quais os mesmo não estavam tão acostumados a ver em suas tvs. E foi exatamente essa 'brutalidade' que atrapalhou o desempenho da novela, que teve toda a sua estrutura modificada, com personagens importantes tendo que ser assassinados, como num ato da censura, só que dessa vez, uma censura velada, e por parte dos telespectadores.

Distante dos problemas com audiência e das polêmicas, as trilhas de "Torre de Babel" surpreenderam pela qualidade na escolha do repertório. Novamente, como aconteceu em "Deus nos Acuda", Cláudia Raia e Edson Celulari, estavam nas capas das trilhas nacional e internacional, respectivamente, só que dessa vez, Cláudia era uma das vilãs da novela, e estava com o cabelo mais curto do que nunca.

A trilha nacional trouxe algumas surpresas como "Onde Foi que Eu Errei" do Fat Family, para o tema da Bina (Cláudia Jimenez), ou até mesmo o tema de abertura da novela, a música "Prá Você", que antes da doce intepretação de Gal Costa, traz uma retumbante canção instrumental, além, de é claro, "Só no Sapatinho" do grupo de mesmo nome, e que seviu de tema para Sandrinha, personagem que trazia o sucesso de volta aos pés de Adriana Esteves, que aliás, foi quem insistiu para que a canção fosse o tema de sua personagem. Uma outra Adriana, a Calcanhotto, teve o desgosto de ver sua "Vambora" ser pouco tocada na novela, já que as personagens representantes do tema, Leila (Sílvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni) tiveram que ser sumariamente extintas da trama, devido ao preconceito em torno da sexualidade das mesmas.

Simone traz a sua marcante voz para a "Loca", tema de Celeste (Letícia Sabatella), assim como Zélia Duncan, com "Toda Vez". Vale ainda relembrar da desenvoltura de Elis Regina, com sua "Moda de Sangue", tema de Clementino (Tony Ramos) e Clara (Maitê Porença), e o já marcante Roupa Nova, que dessa vez, vem com o tema de Alexandre (Marcos Palmeira), "Muito Mais".

A trilha internacional, como todos devem se lembrar, foi um estouro, logo assim que foi lançada. Lembro até hoje, era época de natal, e todos estavam comprando para dar de presente, de amigo oculto, etc. Infelizmente, não consegui o meu naquela época, apesar de ter percorrido diversas lojas, mas hoje já consegui. Sem dúvidas, todos queriam o cd, principalmente pelo fato dele trazer a canção do ano, "Corazón Partío" de Alejandro Sanz, tema da doce Shirley (Karina Barum). A canção virou febre no Brasil, e o cantor até chegou a fazer participação na novela. Mas outras canções também tiveram seu merecido destaque, como "Lady" de Lionel Ritchie, tema do casal formado por Henrique (Edson Celulari) e Celeste; Celine Dion com "Immortality", para o tema dos maduros César (Tarcísio Meira) e Marta (Glória Menezes); Eric Clapton mais que perfeito com o tema da alucinada Ângela Vidal (Cláudia Raia), "You Where There" e o Simply Red, com "The Air That I Breathe", tema do ex-presidiário Clementino, que também tinha "High" da Lighthouse Family, como tema do seu romance com Clara.

Destaco ainda, o tema da espevitada Sandrinha, "Ho Fatto Un Sogno" de Antonello Venditti; "All My Life" do K-Ci & Jo-Jo, que acompanhava as cenas do inacreditável casal formado por Bina e Edmundo (Victor Fasano), e por último, mas não menos importante, "Con Te Partirò", de Andrea Bocelli, que também já esteve na trilha internacional de "Zazá" no ano anterior. Aqui, ela servia de tema para Alexandre e Lúcia (Natália do Valle).

Torre de Babel Nacional

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Capa: Ângela Vidal (Cláudia Raia)

 

01. Te Amo - José Augusto (tema de Shirley)
02. Loca - Simone (tema de Celeste)
03. Felicidade, Que Saudade de Você - Zezé Di Camargo & Luciano (tema de Gustinho)
04. Eternamente - Fafá de Belém (tema de Marta)
05. Só no Sapatinho - Só no Sapatinho (tema de Sandrinha)
06. Quase Fui lhe Procurar - Luiz Melodia (tema de Ângela)
07. Muito Mais - Roupa Nova (tema de Alexandre)
08. Vambora - Adriana Calcanhoto (tema de Leila e Rafaela)
09. Onde Foi que Eu Errei - Fat Family (tema de Bina)
10. Toda Vez - Zélia Duncan (tema de Edmundo)
11. Telefone - Nara Leão (tema de Edmundo e Ângela)
12. Urubu Malandro - Paulo Moura e Os Batutas (tema de Henrique)
13. Moda de Sangue - Elis Regina (tema de Clemetino e Clara)
14. Prá Você - Gal Costa (tema de abertura)

Torre de Babel Internacional

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Capa: Henrique Toledo (Edson Celulari)

 

01. Immortality - Celine Dion (tema de César e Marta)
02. All My Life - K-Ci & Jo-Jo (tema de Edmundo e Bina)
03. You Were There - Eric Clapton (tema de Ângela)
04. High - Lighthouse Family (tema de Clementino e Clara)
05. Con Te Partirò - Andrea Bocelli (tema de Alexandre e Lúcia)
06. Adia - Sarah McLachlan (tema de Clara)
07. Lady - Lionel Richie (tema de Henrique e Celeste)
08. The Air That I Breathe - Simply Red (tema Clementino)
09. Be Alone No More - Another Level
10. Zoot Suit Riot - Cherry Poppin' Daddies (tema de Gustinho)
11. Por Arriba, Por Abajo - Ricky Martin (tema de Dino)
12. I Want You To Want Me - D-Soul (tema de Leda)
13. Ho Fatto Un Sogno - Antonello Venditti (tema de Sandrinha)
14. The One I Gave My Heart To - Mya Hill
15. Corazón Partío - Alejandro Sanz (tema de Shirley)
16. Habla Me Luna - All Jam

Considerações Iniciais: O PROFETA

Há algum tempo atrás, logo quando começaram as especulações em torno de "O Profeta", eu havia feito um comentário, em que dizia ter medo da escalação de atores jovens para os papéis centrais da novela das seis. Disse ainda temer que esses mesmos atores, se deslumbrassem com tamanha importância dentro de uma trama.

Passadas três semanas da exibição da novela, já perdi totalmente o receio de que esta empreitada não desse certo. "O Profeta" já é um sucesso, e para dizer isso não preciso me basear em números e porcentagens do IBOPE. A trama escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes tem sido tão perfeita, que nem de longe lembra qualquer outra trama já feita para a tv. Muito se especulou que a trama seria uma cópia de "Alma Gêmea" ou uma espécie de "A Viagem 2". Pura especulação como já disse. Essa nova versão não tem absolutamente nada a ver com nenhuma das trama citadas. Primeiro por que "Alma Gêmea" tratava exclusivamente de reencarnação, o que não passa nem perto de "O Profeta" que fala de mediunidade, previsões.

Já com "A Viagem" a principal comparação que os fãs faziam, é o fato de ambas as tramas terem sido escritas por Ivani Ribeiro, o que não tem absolutamente nada a ver. Aliás, esta nova versão de "O Profeta" lembra pouquíssimo com a versão original, não só pelo fato de uma ser contemporânea e a outra se passar na década de 50, mas até o modo dos personagens, e as tramas secundárias são diferentes, e com toda a certeza, os anos dourados contribuem e muito, pois deixa a criatividade aflorar.

Além de ter um protagonista carismático, um outro fato que contribui, e muito, para o sucesso de "O Profeta" é a empatia entre Paola Oliveira e Thiago Fragoso. Antes dessa novela, sinceramente, não confiava no potencial de Thiago, e ainda tinha as minhas dúvidas sobre um segundo personagem de Paola. Mas depois de algumas cenas da novela, pude perceber que eles têm química, e mais importante, não se deixaram levar pelo status da protagonização de um trama, estão com os pés no chão. Já Carol Castro também já demonstra maturidade. Ela ainda não teve a oportunidade de brilhar neste começo de novela, mas logo logo vamos estar odiando sua Ruth (ou amando, quem sabe?). O único com quem eu não me preocupava, nos primeiros capítulos me deixou com a pulga atrás da orelha. Malvino Salvador começou bem caricato, e inexpressivo, mas agora ele já conseguiu dar o tom para o Camilo.

Destaques não faltam à esta novela. Pelo menos até aqui, todos tiveram seu determinado momento. Nenhuma cena foi disperdiçada, e espero que continue assim. De todos os personagens, o que mais gostei foi Juliana Baroni, que já despertava minha atenção desde "A Lua Me Disse", e agora prova, por A + B, que é um grande atriz. Sua Miriam é perfeita, e Juliana sabe como dar o tom de comédia à personagem, que é hilária. Seus gestos, o modo de falar, e até mesmo à sua postura estão totalmente de acordo com o visual perua. Fernanda Souza também já coleciona diversos fãs, loucos pela emburrada Carola. Claro, a Mirna de "Alma Gêmea" ainda está muito presente na cabeça de todos, e contribui muito para o sucesso da nova personagem, mas em todas as suas cenas como a Carola, seja de drama ou comédia, Fernanda sabe cativar, e passar para os telespectadores o que a personagem está passando. Com certeza, estas duas vão roubar a cena! Pode escrever.

Paula Burlamaqui parece ter caído nas graças de todo mundo depois de "América" e nas minha também. Finalmente deixaram de vê-la somente como uma silhueta, e com isso ela passou a ganhar papéis de destaque. Sua dobradinha com Rodrigo Phavanello - outro que está muito bem - está bem bacana. Outra que merece aplausos é Vera Zimermann, que há muito estava sumida da tv. Ela não pode ficar fora tanto tempo, é um talento que a tv perde.

Os chamados atores veteranos dispensam maiores comentários, Laura Cardoso, Mauro Mendonça Nívea Maria, Ana Lúcia Torre, Luís Gustavo e Neusa Maria Faro são peças indispensáveis para a história, e tenho certeza de que logo logo, vão ter muito mais destaque na novela. Falo ainda de Rodrigo Faro, que felizmente não deixou seu personagem cair na caricatura, pois tinha tudo para fazê-lo. Diz aí, tem alguém que não torce para que ele conquiste logo sua musa, a 'Gijele'?!

Para completar, parabenizo ainda o cuidado da produção. Sob a direção segura e detalhista de Roberto Talma, tudo beira a perfeição: figurino, móveis, carros, os cristais, a cenografia, tudo! Aliás, a cidade cenográfica realmente merece os parabéns, pois apesar de já ter sido utilizada em diversas outras tramas, principalmente de época - vide "Chocolate com Pimenta", "O Cravo e A Rosa" e "Alma Gêmea" - está totalmente diferente, e nem de longe lembra às cidades retratadas nas novelas acima citadas. Também foi muito bem aproveitada a idéia de se inspirar em atores de Hollywood para a caracterização dos personagens, com destaque para o visual de Juliana Baroni e Carol Castro, bem marcantes.

Para quem queria saber o que estou achando de "O Profeta" está aí o meu comentário. A novela é ótima, e sinceramente, junto a "Cobras & Lagartos", é a única que consegue me prender na frente da televisão. Quando o Marcos estava lá no jockey, estava torcendo por ele. Quando a Sônia o pegou com a Ruth, eu estava torcendo para que tudo acabasse bem. E é exatamente isso que uma trama tem que fazer com a gente, despertar as emoções, e nos fazer torcer. Por isso eu aposto em "O Profeta", pois ela realmente mexe comigo. E vocês, o que acham? Deixe seu comentário!

"In" Cartaz: ÁGUA VIVA

Ao Pé da Letra: SISTEMA BRASILEIRO DE TELENOVELAS?

Continuando a postagem das matérias do Canal da Imprensa, hoje, a reportagem fala sobre o SBT no mercado das novelas.

Lembrando que eu apenas posto as matérias, não escrevi nada.

Sistema brasileiro de telenovelas?

por Cíntia Sandri

É um Alfredo, Isabel, Carlos, Júlio, Lola e Julinhotanto difícil encaixar o SBT no mundo das ilusões do Brasil, onde as novelas têm seu reinado absoluto com a Rede Globo. Mas o SBT conseguiu cavoucar seu espaço, primeiro com as novelas latinas, apenas traduzidas e adaptadas para o Brasil, e, mais tarde com a produção própria.

Destino, a primeira novela produzida pelo SBT, foi ao ar em 5 de abril de 1982. A trama possuía 55 capítulos e era escrita por Raymundo Lopes e Crayton Sarzy. Com o enredo um tanto quanto "sem sal", o dramalhão conta a história de Fernando (Flávio Galvão), que vive feliz com sua família até que sua ex-noiva reaparece, Lorena (Tânia Regina), conturbando a vida do casal. Para completar, um filho desaparece sendo achado mais tarde com outro nome. Como era de se esperar, o folhetim não conseguiu nem de longe abalar o Ibope da experiente Globo.

Mas o SBT não desistiu e continuou ano após ano produzindo novelas, além de deixar as mexicanas no ar. Títulos como Meus Filhos, Minha Vida (1984), Cortina de Vidro (1989) e Brasileiros e Brasileiras (1990) compõem a parca dramaturgia da emissora nos anos 80 e início dos anos 90.

Ameaça mesmo ao império da produção de telenovelas ocorreu só em 1994. Éramos Seis não pretendia ser uma novela qualquer. Já é possível perceber isso pelos autores, Sílvio de Abreu e Rúbens Ewald Filho, e diretor, Nilton Travesso.

A trama de 180 capítulos, baseada no romance de Maria José Dupré, conta a tr"As Pupilas do Senhor Reitor" / Foto: Teledramaturgiaiste história de dona Lola (Irene Ravache), uma viúva com quatro filhos. O decorrer da novela mostra suas dificuldades, desde a luta para criar a prole até a perda de seus entes queridos. Éramos Seis foi um verdadeiro sucesso, marcando a briga pela audiência nos anos 90.

O ano de 1994 encerra-se com mais um ótimo trabalho, As Pupilas do Senhor Reitor. Novela de Lauro César Muniz, baseada no romance do português Júlio Diniz e com o mesmo diretor-geral de Éramos Seis: Nilton Travesso. Foi outro sinônimo de sucesso entre o público, contando a história de duas jovens (Débora Bloch e Luciana Braga) e que após serem deixadas pela mãe, ficam sob os cuidados de um reitor (Juca de Oliveira) que as ensina e as protege das complicações da vida.

É notável que as duas novelas de maior repercussão do SBT são baseadas em livros de romance, uma combinação que deu certo. Infelizmente, de lá para cá começou a decadência. Apesar da produção, Sangue do Meu Sangue (1995-1996), Razão de Viver (1996) e Os Ossos do Barão (1996) não alcançaram o sucesso das anteriores.

Recomeço

O tempo passa, as novelas continuam. É em 1998 que novamente o SBT chama atenção pelas suas novelas, com Fascinação de Walcyr Carrasco. No ano anterior, a parceria com a rede Argentina Telefé para a produção de Chiquititas (1997-2001) também havia emplacado. O enredo infantil foi uma febre entre as crianças.

Pérola Negra (1998) também não foi um fracasso completo, principalmente se comparada com a terceira versão de O Direito de Nascer (2001), gravada à mesma época. Esta foi a novela mais criticada e mal produzida pela emissora, desde o enredo até a interpretação. E também por estar fora de contexto. A trama foi exibida 2001, mas filmada em 1997.

O SBT produziu novelas que foram grandes marcos na história da televisão e outras nem tanto. Mas nem só de sucessos vive uma emissora, ainda mais concorrendo com a Rede Globo, campeã no quesito telenovela. Mesmo percebendo que não é esse o seu ponto forte, o SBT tem dado uma contribuição significativa ao público das telenovelas.

Mas, no caso do SBT, que continuem os programas de auditório, carro-chefe de Sílvio Santos. O Brasil, infelizmente, já escolheu e monopolizou o seu sistema de telenovelas.

Vídeos: ABERTURAS DE NOVELAS

Saramandaia - 20h (1976)

Autor: Dias Gomes

Núcleo: Wálter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota

Elenco: Juca de Oliveira, Sônia Braga, Antônio Fagundes, Yoná Magalhães, Milton Moraes, Dina Sfat, Ary Fontoura, Castro Gonzaga, Sebastião Vasconcellos, Rafael de Carvalho, Eloísa Mafalda, José Augusto Branco, Ana Maria Magalhães, Brandão Filho, Wilza Carla, Chica Xavier, Elza Gomes, Carlos Eduardo Dolabella...

 

Feijão Maravailha - 19h (1979)

Autor: Bráulio Pedroso

Núcleo: Paulo Ubiratan

Elenco: Lucélia Santos, Stepan Nercessian, Maria Cláudia, Grande Othelo, Olney Cazarré, José Lewgoy, Clarisse Piovesan, Marco Nanini, Marcelo Picchi, Elizângela, Cláudia Savietto, Mário Cardoso, Ivon Cury, Older Cazarré, Felipe Carone, Brandão Filho, Mauro Mendonça, Anselmo Duarte...

 

Marron-Glacé - 19h (1979)

Autor: Cassiano Gabus Mendes

Núcleo: Gracindo Júnior, Sérgio Mattar, Gonzaga Blota e Wálter Campos

Elenco: Paulo Figueiredo, Sura Berditchewski, Yara Côrtes, Lima Duarte, Tereza Rachel, Louise Cardoso, Armando Bógus, Laerte Morrone, Ricardo Blat, Myrian Rios, João Carlos Barroso, Lousie Dumont, Ema D'Ávilla, Dirce Migliaccio, Ary Fontoura, Lady Francisco, Eloísa Mafalda...

 

Eu Prometo - 22h (1983)

Autor: Janete Clair

Núcleo: Denis Carvalho e Paulo Ubiratan

Elenco: Francisco Cuoco, Renée de Vielmond, Dina Sfat, Walmor Chagas, Ney Latorraca, Fúlvio Stefanini, Marcos Paulo, Joana Fomm, Fernanda Torres, Júlia Lemertz, Malu Mader, Kadu Moliterno, Rogério Fróes, Rosamaria Murtinho, Ewerton de Castro, Lúcia Alves, Ricardo Petráglia, Nina de Pádua, Maria Padilha, Carlos Vereza, Cláudio Corrêa e Castro, Milton Gonçalves...

 

Sonho Meu - 18h (1993)

Autor: Marcílio Moraes - baseado nas obras A Pequena Orfã e Ídolo de Pano, de Teixeira Filho

Núcleo: Reynaldo Boury

Elenco: Patrícia França, Leonardo Vieira, Fábio Assunção, Beatriz Segall, Carolina Pavanelli, Elias Gleizer, Isabela Garcia, Daniela Camargo, Walmor Chagas, Yoná Magalhães, Flávio Galvão, Françoise Forton, Cristina Mullins, Jayme Periard, José de Abreu, Nívea Maria, Carlos Alberto, Mauro Mendonça, Débora Duarte, Eri Johnson...

 

O Profeta - 18h (2006)

Autor: Duca Rachid e Thelma Guedes - basedo na obra homônima de Ivani Ribeiro

Núcleo: Roberto Talma

Elenco: Thiago Fragoso, Paola Oliveira, Carol Castro, Malvino Salvador, Fernanda Souza, Vera Zimermann, Maurício Mattar, Paula Burlamaqui, Rodrigo Phavanello, Laura Cardoso, Mauro Mendonça, Nívea Maria, Dalton Vigh, Mário Gomes, Rosi Campos, Rodrigo Faro, Fernanda Rodrigues, Nuno Leal Maia, Juliana Baroni, Samara Felippo, Daniel Ávilla, Juliana Diodone...

POR QUÊ?

Estou muito triste com o pessoal que frequenta o blog.

Fiquei cerca de um mês fora, mas as pessoas continuaram visitando a página, e bombardearam os comnetários e o meu e-mail de mensagens para que eu voltasse.

Agora que retornei, as pessoas quase não comentam!

Ainda, gostaria de avisar às pessoas que pedem os vídeos, que estou tendo problemas de encontrá-los, pois a maioria já estão deletados. Peço paciência, pois estou somente postando os que encontro.

Trilhas Sonoras: PÃO-PÃO BEIJO-BEIJO

Na sessão de hoje, nós iremos falar da trilha sonora da novela "Pão-Pão Beijo-Beijo", que fez muito sucesso com a galera da década de 80.

Esta novela, escrita por Wálther Negrão, com direção de Gonzaga Blota, foi exibida no ano de 1983, e tinha como acontecimento central um acidente, ocorrido num cruzamento do bairro de Madureira, subúrbio carioca. Este acidente unia os principais persoangens da história, e dava início a uma série de acontecimentos misteriosos.

Mas sem dúvida, o melhor desta novela foi sua trilha sonora, principalmente a nacional, que reunia grandes canções, com intepretações memoráveis. Logo na primeira faixa, Ritchie, já embalava com "Menina Veneno", grande sucesso da década, que serviu de tema para Nina (Tássia Camargo); Rádio Táxi também "grudou" com sua "Sandwich de Coração", que servia de tema de abertura e por pouco não se tornou o título da novela. O ainda só Jorge Ben também marcou com "Rio Babilônia".

Já na trilha internacional, músicas e cantores inesquecíveis deixaram sua marca, como "You Said You'd Gimme Some More" de K.C. & The Sunshine Band, o tema de Daniel (Paulo Guarnieri), ou "First Love" de Nikka Costa, tema de Duda (Élida L'astorina). Mas nenhuma canção marcou mais que o tema de Bruna (Elizabeth Savalla), "Don't Make Me Wait", interpretado por Ferr Kinney.

Pão-Pão Beijo-Beijo Nacional

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Capa: um sanduíche em formato de coração.

 

01. Menina Veneno - Ritchie (tema de Nina)
02. Rio Babilônia - Jorge Ben (tema geral)
03. Eu Amo Amar Você - Gilliard e Harmony Cats (tema de Franco)
04. Romance da Lua Lua - Amelinha (tema de Lalá Sereno)
05. De Qualquer Maneira - Marcos Sabino (tema de Duda)
06. Sandwich de Coração - Rádio Táxi (tema de abertura)
07. Coisa Cristalina - Wando (tema de Mariana)
08. Renascer - Zizi Possi (tema de Bruna)
09. Praia de Ramos - Dicró (tema de Gigio)
10. Cabelos Negros - Duardo Dusek (tema de Júlio)
11. Cumplicidade - Otavio Burnier (tema de Ciro)
12. Tema Para Um Grande Amor - Paulo Soarez (tema de Luiza)

Pão-Pão Beijo-Beijo Internacional

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Capa: um homem oferece um sanduíche à uma mulher.

 

01. Waiting For a Train - Flash & The Pan
02. Total Eclipse of the Heart - Boonie Tyler (tema de Mariana)
03. You Said You'd Gimme Some More - K.C. & The Sushine Band (tema de Daniel)
04. And I'm Telling You I'm Not Going - Jennifer Holliday
05. Hip Hop Be Bop (Don't Stop) - Man Parrish (tema de Ciro)
06. If You Were My Lady - Glenn Campbell & Diane Solomon (tema de Luisa)
07. I Will Follow Him - Claudja Barry
08. Give Me Your Heart Tonight - Shakin's Stevens
09. First Love - Nikka Costa (tema de Duda)
10. Reach Out - Narada Michael Walden
11. Save Your Love - Renée & Renato (tema de Gigio e Lála Sereno)
12. The Words to Say I Love You - Edward Reekers (tema de Júlio)
13. Don't Make Me Wait - Ferr Kinney (tema de Bruna)
14. Misty Blue - Dorothy Moore (tema de Nina)

"In" Cartaz: ESCALADA

Sessão Nostalgia: TE CONTEI?

Exibida de 06 de março a 02 de setembro de 1978, pela Rede Globo, no horário das 19h. Com 151 capítulos.

Novela de Cassiano Gabus Mendes.

Direção de Régis Cardoso.

"Te Contei?" foi a novela de Cassiano Gabus Mendes que sucedeu ao estrondoso sucesso de "Locomotivas". As duas tramas tinham muitos fatores em comum: mesmo autor e diretor, o mesmo horário de exibição, a mesma essência, o mesmo estilo de humor, e até um elenco bem semelhante. Porém, em um dos principais fatores as duas não combinam: "Te Contei?", inexplicavelmente, não fez tanto sucesso como "Locomotivas".

Mônica Ritinha Helena

Mesmo assim, alguns personagens conseguiram se destacar, como a apaixonada Rita, da sempre ótima Elizângela; Jocao iludido Wagner (Reynaldo Gonzaga) e a hilário Edu (Osmar Prado) que ora dava em cima de Ritinha, para logo depois jogar suas garras sobre Alice (Teresinha Sodré), sob os olhares atentos da intrometida Lola (Eva Todor). Aliás, o triângulo amoros principal da novela, formado por Shana (Maria Cláudia), Léo (Luiz Gustavo)  e Sabrina (Wanda Stephânia) também merece destaque.

Ainda sobre a personagem de Wanda Stephânia, em "Te Contei?" pela primeira vez na televisão brasileira, o drama das pessoas com cleptomania foi exposto, mesmo que de uma maneira sutil.

Houve um contratempo com a abertura da novela. Originalmente, a abertura apresentava um grupo de telefonistas em ação, como se estivessem passando fofoca. Sem explicação alguma, a Censura vetou a inocente abertura, que foi substituída então por outra, em que uma moça passeava pela movimentada praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, chamando atenção de todos.

Essa moça da abertura de "Te Contei?" se chamava Lenilda Leonardi, que ganhou notoriedade, e começou a colher os louros da fama, aparecendo em diversas revistas, ganhando uma certa projeção nacional, sempre reconhecida como "a moça da abertura da novela!".

As cenas externas foram feitas entre a Barra da Tijuca e a Gávea, no Rio de Janeiro.

Edu Alice Tuta

A novela foi reapresentada entre 11 de maio e 06 de novembro de 1981, na sessão Vale a Pena Ver de Novo.

Sinopse

Sabrina (Wanda Stephânia) é uma jovem de classe média que esconde dois segredos da família. O primeiro é a compulsão a roubar, decorrente da falta de afeto por parte dos pais, Hilda (Rosita Tomaz Lopes) e Fred (Fernando José). Alheios a tudo que não se resume a festas e acontecimentos sociais, o casal ignora que a filha é cleptomaníaca.

Shana Léo Sabrina

LucianaO outro segredo de Sabrina é que ela leva uma vida dupla. Sem que ninguém saiba, aluga um quarto na pensão de Lola (Eva Todor), no subúrbio, fingindo ser uma pessoa modesta que ganha a vida vendendo produtos de beleza. Assim ela divide seu tempo entre a casa dos pais e a pensão.

Lola é uma espanhola que se mete na vida de todos os hóspedes, como Léo (Luiz Gustavo), que se envolve com Sabrina. Apesar de ter ficado cego aos 14 anos, Léo é um rapaz bem humorado que aproveita a vida ao máximo. Ele divide-se entre o amor de Sabrina e Shana (Maria Cláudia), filha de Lola, uma jovem charmosa, de temperamento forte, que luta para progredir na vida.

Rogério Adelita Alex

LolaEra também a história de Luciana (Suzana Vieira), uma moça pobre e misteriosa, também hóspede da pensão. Ela rompe o noivado com Rogério (Mauro Mendonça), um homem rico, para juntar-se ao seu verdadeiro amor, Alex (Denis Carvalho). Porém, descobre que Alex casou-se com outra mulher, Adelita (Ester Góes).

Enquanto encontros e desencontros amorosos se sucedem, vários personagens passam a receber cartas apaixonadas, porém anônimas.

Elenco

Luiz Gustavo/ Maria Cláudia/ Wanda Stephânia/ Suzana Vieira/ Denis Carvalho/ Ester Góes/ Mauro Mendonça/ Ilka Soares/ Maria Della Costa/ Hélio Souto/ Elizângela/ Fausto Rocha/ Kito Junqueira/ Heloísa Milet/ Reynaldo Gonzaga/ Ricardo Blat/ Teresinha Sodré/ Osmar Prado/ Eva Todor/ Célia Biar/ Fernando José/ Rosita Tomaz Lopes/ Norma Geraldy/ Brandão Filho/ Ana Maria Sagres/ Laura Suarez/ Wálter Cruz/ Leina Krespi/ Dinorah Marzullo/ Gláucia Souza/ Luís Carlos Niño/ Chris Couto/ Rapahel Bizarro/ Luís Piccini.

Abertura

 

 

 

 

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